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Parasita mortal acende alerta na produção de carne dos EUA

Últimas atualizações em 06/06/2026 – 21:16 Por AFP


O Texas declarou estado de emergência e calamidade pública nos condados de Zavala e Uvalde, no sul do estado, após a identificação de uma praga que é considerada uma das principais ameaças ao gado e que pode afetar a produção de carne no país.

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O parasita, conhecido como bicheira-do-novo-mundo ou mosca-da-bicheira, produz larvas que se alimentam do tecido vivo de animais de sangue quente, especialmente animais de criação, animais selvagens e animais de estimação, e, em casos raros, podem afetar humanos. Se não tratada, pode causar ferimentos graves e até a morte.

De acordo com o Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês), as fêmeas depositam seus ovos em feridas abertas ou áreas úmidas do corpo, como o umbigo de animais recém-nascidos ou sobre pequenos ferimentos, e as larvas eclodem rapidamente, agravando as feridas.

A praga foi considerada erradicada nos EUA ainda na década de 1960, mas o novo caso confirmado reacende um alerta no país. O governador Greg Abbott afirmou em coletiva de imprensa nesta sexta-feira (5) que o estado mobilizará todos os recursos disponíveis e a realocação de pessoal em todo o Texas para responder à ameaça.

Ele também indicou que o transporte de moscas estéreis para o estado, utilizadas no controle da praga, será acelerado, e que uma nova instalação para a criação desses insetos será construída em Edinburg, no sul do estado.

A técnica da mosca estéril é utilizada para erradicar essa praga. Ela consiste na criação de um grande número de moscas em laboratório, esterilização dos machos por radiação e sua liberação nas áreas afetadas. Esses machos estéreis acasalam com fêmeas selvagens, que se reproduzem apenas uma vez na vida, impedindo o nascimento de novas larvas viáveis.

Segundo as autoridades federais, a identificação precoce e o tratamento veterinário permitem salvar os animais afetados e prevenir a disseminação do surto. Apesar da mosca-da-bicheira ter sido erradicada do país na década de 1960, os EUA têm monitorado de perto sua disseminação pela América Central e México, onde o problema foi relatado nos últimos anos.

Segundo o USDA, a presença do parasita pode causar perdas econômicas significativas devido à morte de animais, à diminuição da produção pecuária e aos custos associados à vigilância e aos tratamentos veterinários. O Texas possui o maior rebanho bovino dos EUA, com mais de doze milhões de cabeças, e desempenha um papel fundamental na produção nacional de carne bovina.

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