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Papa Leão XIV e 80 mil jovens na França: veja os detalhes do evento histórico no estádio

Últimas atualizações em 26/09/2026 – 02:28 Por AFP


Na última sexta-feira, 25 de setembro de 2026, cerca de 80 mil jovens católicos lotaram o Stade de France, ao norte de Paris, para um encontro de oração com o Papa Leão XIV. O evento marcou o início de uma viagem apostólica de quatro dias pelo país. A celebração uniu diferentes grupos da Igreja em um momento de vigília, apresentações artísticas e mensagens sobre o papel da fé na sociedade moderna.

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Como foi a recepção do pontífice e o ambiente no estádio?

O clima no Stade de France foi de intensa emoção e diversidade. Grupos de subúrbios operários dividiram espaço com famílias de tradições católicas mais conservadoras, vindas de regiões históricas como a Vendeia. A chegada do Papa Leão XIV foi comparada à de uma estrela do rock, provocando aplausos ensurdecedores e lágrimas entre os presentes. O programa de uma hora e meia incluiu hinos, orações silenciosas e a veneração de relíquias sagradas, culminando em uma apresentação artística com cavalos vivos e fogos de artifício que recontou a história do cristianismo em solo francês.

Qual foi a principal mensagem deixada pelo Papa Leão XIV aos jovens?

Durante sua pregação, o Papa convidou as novas gerações a evitarem o mal e lutarem ativamente pelo bem. Ele enfatizou que Deus é o senhor da história e que, através de Jesus, todo sofrimento e pecado podem ser transformados no início de uma vida nova. Leão XIV ressaltou que o ‘trabalho bem feito’ é uma forma de redenção e encorajou os jovens a manterem a esperança, mesmo em um mundo que parece indiferente às questões religiosas. O pontífice também destacou que a vitória de Cristo sobre a morte é o que oferece a liberdade necessária para seguir um caminho virtuoso.

O que os participantes relataram sobre o desafio de viver a fé na França atual?

Vários jovens compartilharam depoimentos sobre a dificuldade de testemunhar a religião em uma cultura frequentemente anticlerical ou secularizada. Jacques-Henri de Livron, um voluntário de 28 anos, explicou que fez questão de divulgar seu sobrenome completo para romper o medo comum de sofrer represálias no trabalho por ser religioso. Outra jovem, Chloé, questionou o Papa sobre como viver em uma sociedade que não considera Deus em seus princípios fundamentais. Em resposta, o pontífice afirmou que, embora o mundo pareça indiferente, Deus nunca é indiferente à humanidade, o que deve servir de base para a esperança.