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Padre espera novo Papa para reconciliação

Últimas atualizações em 05/07/2026 – 20:56 Por Gazeta do Povo | Feed


O padre Georg Kopf, da Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), afirmou neste domingo, na Suíça, que espera ser acolhido por um futuro papa. A declaração ocorre após o grupo entrar em cisma ao consagrar quatro bispos sem a autorização do papa Leão XIV, gerando excomunhão automática.

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O que causou a recente crise entre a FSSPX e o Vaticano?

A crise atingiu seu ponto máximo no dia 1º de julho de 2026, quando a fraternidade ordenou quatro novos bispos na Suíça sem a permissão do papa Leão XIV. De acordo com as leis da Igreja Católica (Direito Canônico), sagrar bispos sem o mandato do Papa é considerado um ato de rebeldia extrema, o que leva à excomunhão automática dos envolvidos e marca o início formal de um cisma, que é uma separação oficial da Igreja.

Por que o padre Georg Kopf acredita que o grupo voltará para a Igreja?

Durante uma missa em Wil, na Suíça, o padre Kopf mencionou que, embora a situação atual seja de ruptura, ele confia que um sucessor do atual papa poderá ‘abrir as portas’ novamente. Ele citou como exemplo o papa Bento XVI, que em 2009 suspendeu as excomunhões impostas anteriormente ao grupo. Para Kopf, as ordenações não foram feitas para criar uma igreja paralela, mas por fidelidade à tradição e pela salvação das almas.

O que é exatamente a FSSPX?

A Fraternidade Sacerdotal São Pio X é um grupo católico tradicionalista fundado em 1970 pelo arcebispo Marcel Lefebvre. Eles são conhecidos por serem contrários a várias mudanças feitas pela Igreja após o Concílio Vaticano II, como o diálogo com outras religiões e o fim da exclusividade da missa em latim. O grupo tem sede na Suíça e está presente em vários países, incluindo o Brasil.

Quais são as consequências da excomunhão para os fiéis e padres?

Para os bispos consagrados, a excomunhão é imediata. Para os padres que desejarem retornar à plena comunhão com Roma, o Vaticano estabeleceu um processo que inclui um pedido formal ao Papa, uma profissão de fé e um período de testes de até três anos. Já para os fiéis leigos que frequentam as missas do grupo, a Santa Sé informou que as punições não são automáticas e cada caso será analisado individualmente.

Como foi a relação da fraternidade com os últimos papas?

A história é marcada por altos e baixos. Em 1988, o papa João Paulo II excomungou o fundador e os bispos do grupo. Em 2009, Bento XVI retirou as sanções para tentar uma aproximação. Mais recentemente, o papa Francisco teve gestos de misericórdia, como validar confissões e casamentos realizados por eles. No entanto, a nova ordenação ilegal de bispos em 2026 encerrou essas tentativas de reconciliação.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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  • Após excomunhão, padre da FSSPX diz esperar ser acolhido por “outro papa”

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