Os bastidores do vestiário do PSG: Neymar egocêntrico

Atual campeão da Liga dos Campeões à frente do Chelsea, o técnico Thomas Tuchel quase conquistou sua primeira “orelhuda” quando era comandante do PSG. No entanto, o time francês estava longe de funcionar da melhor maneira, segundo o próprio treinador alemão. Em entrevista para a Sportweek, revista da Gazzetta dello Sport, Tuchel deu detalhes dos bastidores do clube parisiense, e como era comandar uma equipe repleta de estrelas, vaidades e egos.

De acordo com o treinador alemão, no Chelsea, “tudo é preparado para o tirar melhor de cada um, ser criativo e trabalhar em função das partidas da liga e da UCL”.

No PSG, porém, não era assim. Em seu primeiro ano a frente da equipe parisiense, Tuchel acumulou a função de gerir a equipe como um todo no cotidiano.

Mais que um treinador, Tuchel afirma que se sentiu um “ministro do esporte”, tendo que lidar com agentes, irmãos e outros familiares de jogadores que se aproximavam apenas para perguntar, por exemplo, quando os jogadores teriam “mais dias de férias”.

Em muitos aspectos, o técnico afirma ter se sentido “abandonado”. O alemão era responsável por gerir “caprichos” de todos, o que não deve ser fácil, considerando que Neymar e Mbappé, as duas principais estrelas do PSG na época de Tuchel, tinham personalidades fortes.

Tuchel ainda traz detalhes sobre o goleiro Buffon, contratado para ser uma referência dentro do vestiário. Segundo o técnico, ele pediu para o arqueiro italiano tentar fazer com que os outros jogadores respeitassem, pelo menos, os horários de treinamentos.

Depois da derrota para o Bayern na final da Liga dos Campeões, mesmo conquistando o título do Campeonato Francês, o treinador passou a ser questionado no cargo de treinador do PSG. O entendimento com Leonardo, segundo a entrevista na Sportsweek, não evoluiu e o treinador foi demitido em dezembro de 2020.

A separação de Tuchel e PSG abriu caminho para o Chelsea, que contratou o técnico depois de demitir Lampard. De acordo com o alemão, no clube londrino “a comunicação é simples e não há interferência inútil”. Não à toa, o técnico conseguiu o que sempre buscou na carreira: o título da Liga dos Campeões.

Já o PSG, apesar da contratação de Messi, Sérgio Ramos, Donnarumma e outros nomes badalados, está longe do nível atingido pelo Chelsea de Tuchel.

Nas últimas semanas, inclusive, a tensão entre Maurício Pochettino e o elenco do PSG tem aumentado, e não é excluída a possibilidade de demissão. Após os detalhes de bastidores trazidos por Tuchel sobre a equipe francesa, fica a reflexão: o problema são os técnicos ou o clube como um todo?

Matéria do R7
https://esportes.r7.com/futebol/fotos/ex-tecnico-do-psg-detalha-relacao-com-neymar-e-mbappe-26102021#/foto/5