Conectando você ao Brasil e ao mundo desde 2010

Os arrependidos do apoio a Alexandre de Moraes

Últimas atualizações em 18/07/2026 – 19:29 Por Gazeta do Povo | Feed


Até bem pouco tempo atrás, frases como essas eram repetidas como um mantra: é preciso “acatar a palavra derradeira” do STF; o Brasil vive uma “democracia pujante e plural”; não há dúvidas de que a Corte saberá “enquadrar” quem ouse questionar o processo eleitoral. Afinal, Alexandre de Moraes é apenas “um cidadão brasileiro exercendo suas funções”, e quem reclama de censura está, no fundo, só atrás de “clique fácil”.

Patrocinado | CONTINUA APÓS A IMAGEM Anuncio

Todas as frases acima foram ditas por personalidades públicas que, hoje, ainda que de forma tímida, lamentam ter dado a tal “carta branca” para Alexandre de Moraes tomar as rédeas do país, passando por cima do devido processo legal e das liberdades individuais.

Uma reportagem recente da Gazeta do Povo, de Omar Godoy, expôs a lista incômoda de arrependidos tardios. O programa Ouça Essa destaca como essa mudança de opinião ainda passa longe de um “mea culpa” sincero, e analisa as implicações para o país por tanta gente ter embarcado no discurso de que tudo se justificava diante da ameaça do suposto “mal maior” à democracia, personificado em Jair Bolsonaro e seus apoiadores. Figuras públicas que deram aval, ou fizeram silêncio conveniente, agora tentam se distanciar do monstrengo que ajudaram a alimentar. Muita gente, contudo, ainda assina embaixo da juristocracia em curso no país.

Só arrependimento não conserta o estrago institucional

Da OAB a Hamilton Mourão, de Ciro Gomes a Oriovisto Guimarães, passando por Jorge Kajuru, Arthur Lira, Eduardo Leite e Felipe Neto, todos em algum momento passaram pano, justificaram ou olharam para o outro lado enquanto Moraes atropelava o devido processo legal, prendia preventivamente por meses, censurava jornalistas, parlamentares e cidadãos, e condenava de forma genérica e sem individualização de conduta os manifestantes do 8 de janeiro.