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Onde estão os passageiros do cruzeiro com surto de hantavírus

Últimas atualizações em 08/05/2026 – 20:32 Por AFP


Autoridades de saúde de vários países tentam localizar e monitorar passageiros que deixaram o cruzeiro MV Hondius antes da confirmação do surto de hantavírus a bordo. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), oito casos ligados à viagem foram reportados até agora, incluindo três mortes. Cinco desses casos foram confirmados como hantavírus.

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De acordo com a Oceanwide Expeditions, empresa responsável pela viagem, 114 passageiros e 61 tripulantes de 22 países embarcaram no navio. Antes da confirmação do surto, porém, 32 passageiros desembarcaram na ilha britânica de Santa Helena, no Atlântico Sul, em 24 de abril. O surto em curso no navio só foi relatado à OMS em 2 de maio.

Após a passagem por Santa Helena, o cruzeiro seguiu viagem com cerca de 146 pessoas de 23 países ainda a bordo. A embarcação navega em direção a Tenerife, nas Ilhas Canárias, Espanha, onde passageiros e tripulantes deverão passar por avaliação médica antes de eventual repatriação.

A Espanha aceitou receber a embarcação em Tenerife, mas a decisão provocou resistência nas Ilhas Canárias. O presidente regional, Fernando Clavijo, disse à rádio local Onda Cero que não poderia permitir a entrada do navio no arquipélago sem informações suficientes. O MV Hondius ainda está a caminho da região. A previsão é de que a embarcação permaneça ancorada ao largo da costa, com retirada controlada de passageiros e tripulantes. Após a avaliação médica, os estrangeiros deverão ser repatriados, enquanto 13 passageiros espanhóis e um tripulante espanhol serão levados para quarentena em um hospital militar em Madri.

Onde estão os passageiros que deixaram o navio?

Parte dos passageiros que desembarcou antes da confirmação do surto passou a ser acompanhada por autoridades de saúde em diferentes países. Segundo a BBC, a OMS mantém contato com pelo menos 12 governos para monitorar pessoas que estiveram no MV Hondius ou que já retornaram para casa, incluindo Canadá, Dinamarca, Alemanha, Holanda, Nova Zelândia, Saint Kitts e Nevis, Singapura, Suécia, Suíça, Turquia, Reino Unido e Estados Unidos.

No Reino Unido, sete britânicos desembarcaram em Santa Helena em 24 de abril, antes do surto ser relato à OMS. Quatro deles permaneceram sob cuidados na ilha. Outros dois cidadãos britânicos retornaram ao continente europeu e estão em isolamento voluntário em casa, sem sintomas, e sendo observados.

Nos Estados Unidos, autoridades de saúde de cinco estados monitoram pessoas que estiveram no navio. Segundo a CBS News, há passageiros sendo acompanhados no estados da Geórgia, Texas, Arizona, Virgínia e Califórnia. Nenhum deles, segundo as informações, apresenta sintomas.

Na Suíça, um homem que desembarcou em Santa Helena testou positivo para a cepa Andes do hantavírus – que transmite entre humanos. Segundo autoridades suíças e a OMS, ele desenvolveu sintomas e está recebendo atendimento em Zurique.

Na França, o Ministério da Saúde identificou oito cidadãos franceses que tiveram contato, em um voo entre Santa Helena e Joanesburgo, com uma das vítimas holandesas do surto ligado ao MV Hondius. Um deles apresentou sintomas leves e aguardava resultado de exame, enquanto os demais receberam orientação para isolamento e acesso a testes.

Entre as três mortes confirmadas estão dois cidadãos holandeses, marido e mulher (que teria tido contato com os franceses), e uma passageira alemã. Segundo a OMS, a alemã apresentou febre em 28 de abril e depois desenvolveu sintomas de pneumonia. Além das vítimas, outros 13 holandeses, entre passageiros e tripulantes, permanecem no navio, assim como cinco passageiros alemães e um tripulante alemão.

Uma outra mulher holandesa chegou a ser internada em Amsterdã com sintomas suspeitos, após contato com uma das vítimas, mas uma autoridade da OMS disse depois à CBS News que ela testou negativo para o vírus.

O caso preocupa porque a cepa identificada no navio é a Andes, conhecida como uma forma rara de hantavírus com registros de transmissão entre pessoas em situações específicas. A OMS, porém, afirmou que o episódio não representa o início de uma pandemia como a Covid-19, porque esse tipo de transmissão costuma ocorrer por contato mais próximo.

O hantavírus normalmente é transmitido por roedores, quando uma pessoa inala partículas contaminadas em urina, fezes ou saliva desses animais. No caso do MV Hondius, especialistas da OMS trabalham com a hipótese de que os primeiros infectados tenham contraído o vírus antes do embarque, durante viagem pela América do Sul. Outras possibilidades, como a presença de roedores contaminados no navio, ainda não foram descartadas.

O cruzeiro começou sua jornada em 1º de abril, em Ushuaia, na Argentina, e tinha previsão de chegar às Ilhas Canárias em 10 de maio.

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