Nunes Marques e esposa viajaram em jato ligado ao Master
Últimas atualizações em 04/04/2026 – 14:34 Por Gazeta do Povo | Feed
O ministro Kassio Nunes, do Supremo Tribunal Federal (STF), viajou com a esposa para Maceió, em novembro de 2025, em voo particular custeado por uma advogada que atua em processos do Banco Master.
Segundo reportagem do Estadão, o deslocamento teve como destino uma festa de aniversário na capital alagoana e foi realizado em aeronave operada por uma empresa ligada ao empresário Daniel Vorcaro, controlador do banco.
Registros de acesso ao terminal executivo do Aeroporto de Brasília indicam que o ministro e a sua esposa embarcaram na manhã de 14 de novembro, pouco antes da decolagem do jato rumo a Maceió.
A aeronave, um Legacy 650 com capacidade para até 17 passageiros, era operada por empresa vinculada à Prime You, grupo que administrava bens de Vorcaro e manteve relação societária com ele até meses antes da viagem.
Em nota, Nunes Marques confirmou a viagem e afirmou que o convite partiu da advogada Camilla Ewerton Ramos, responsável por organizar e custear o voo. Ela é casada com o desembargador Newton Ramos, ex-colega do ministro no Tribunal Regional Federal (TRF) da 1ª Região. A advogada também declarou que a contratação da aeronave foi privada, para celebrar seu aniversário com amigos.
A apuração aponta que Camilla atua judicialmente para o Master em processos no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Segundo reportagens, Nunes Marques Filho atuou como advogado em processos que envolvem empresas e pessoas do entorno do banco controlado por Vorcaro. A atuação, em si, não é ilegal, mas ganhou relevância por coincidir com a presença de temas relacionados ao banco em tribunais superiores, o que levantou questionamentos sobre possível conflito de interesses.
O episódio se soma a outros elementos já revelados pelas investigações, que indicam relações entre pessoas próximas ao ministro e empresas vinculadas ao banco, ampliando suspeitas de possíveis vínculos entre integrantes do Judiciário e o caso.
O Master é alvo de apurações da Polícia Federal (PF) por suspeitas de fraudes financeiras, gestão irregular e lavagem de dinheiro, em um dos maiores escândalos recentes do sistema bancário brasileiro.
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