Nova alegação da defesa: Mãe de Henry sofria rotina de agressões e já foi enforcada

A defesa de Monique Medeiros da Costa e Silva, garantindo a inocência da professora no inquérito que apura a morte de seu filho, Henry Borel Medeiros, de 4 anos, afirma que a dinâmica do que aconteceu no apartamento 203 do bloco I do condomínio Majestic, no Cidade Jardim, na madrugada de 8 de março, “foi diametralmente oposta ao que foi colocado”. Os novos advogados contratados alegam que ela sofria uma rotina de agressões por parte do namorado, o médico e vereador Jairo Souza Santos Júnior, o Dr. Jairinho (sem partido), e até já chegou a ser enforcada por ele, no imóvel.

Thiago Minagé, Hugo Novais e Thaise Mattar Assad, justificando que, com a prisão temporária de Jairinho, a cliente deles se sentiria segura para falar a verdade, requisitaram que ela preste um novo depoimento ao delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª DP (Barra da Tijuca). Em petição enviada ao procurador-geral de Justiça, solicitaram ainda a designação de um “promotor especial para acompanhar o inquérito”.

— Tanto a babá, quanto a ex-namorada afirmaram ter medo dele (de Jairinho). Será que a única pessoa que não teve o depoimento influenciado por Jairinho foi Monique? É uma questão de raciocínio — argumentou Hugo Novais.

Na primeira versão apresentada ao delegado Henrique Damasceno, titular da 16ª DP, em 18 de março, a professora disse ter dado banho no filho, por volta de 20h do dia 7 de março, e depois o colocado na cama de casal para dormir. Monique e Jairinho teriam ficado na sala, assistindo televisão. Até 1h50, Henry teria levantado três vezes, sendo levado de volta ao quarto pela mãe. Ela relatou que foi para o quarto de hóspedes com o namorado de modo a continuar vendo uma série sem que o barulho incomodasse o filho. Logo após, Jairinho teria adormecido.

Paolla Serra | O Globo, Rede GNI