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Milei proíbe acesso de jornalistas credenciados à Casa Rosada

Últimas atualizações em 23/04/2026 – 13:15 Por AFP


O governo da Argentina, do presidente Javier Milei, proibiu nesta quinta-feira (23) a entrada por tempo indeterminado de todos os jornalistas credenciados na Casa Rosada, sede da presidência, após denúncias de “espionagem ilegal” contra profissionais de uma emissora de TV.

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“A decisão de remover as credenciais de jornalistas credenciados na Casa Rosada foi tomada como medida preventiva após alegações de espionagem ilegal por parte da Casa Militar. O único objetivo é garantir a segurança nacional”, justificou em post no X o secretário de Comunicação e Imprensa, Javier Lanari.

O jornal Clarín informou que o governo Milei decidiu “cancelar a prorrogação” das credenciais que expirariam no último dia de março e que foram estendidas até abril.

“A prorrogação das credenciais para 2025 foi revogada até que a investigação avance e a questão dos vídeos seja esclarecida. A ordem partiu da Casa Militar e ninguém terá permissão para entrar até que o novo processo de credenciamento seja reaberto”, explicaram fontes oficiais ouvidas pelo jornal.

O governo Milei denunciou dois jornalistas da emissora de televisão TN por suposta violação de segurança na Casa Rosada, após a veiculação de imagens mostrando áreas internas do prédio, informou a Agência EFE nesta quinta-feira.

A Casa Militar, órgão responsável pela proteção dos presidentes argentinos, apresentou uma queixa-crime contra Luciana Geuna e Ignacio Salerno, jornalistas da TN, por suposta “ameaça à segurança nacional” devido à veiculação de uma reportagem que incluía imagens de certas áreas dentro da sede do governo.

Em uma publicação em seu perfil no Facebook, Milei escreveu: “A impunidade acabou: a Casa Militar apresentou uma denúncia contra Geuna e Salerno, da TN, por ameaçarem a segurança nacional. Eles realizaram uma operação com câmera escondida sem autorização prévia. A era nefasta das farsas jornalísticas impunes chegou ao fim”.

Na mesma publicação, o presidente declarou: “Lixos repugnantes. Gostaria muito de ver esses lixos imundos que portam credenciais de imprensa (95%) vindo a público defender o que esses dois criminosos fizeram. Espero que isso chegue aos verdadeiros responsáveis”.

Em nota, a TN alegou que a captação de imagens na Casa Rosada foi feita dentro da lei. “A equipe de produção da série [de reportagens] está disponibilizando à Justiça, por meio de seus advogados, o material bruto de todas as gravações, o que demonstra que elas foram feitas em áreas comuns e espaços públicos, de acordo com as normas vigentes”, argumentou a emissora.

Segundo a EFE, o Fórum Argentino de Jornalismo (Fopea) e o Sindicato da Imprensa de Buenos Aires (SiPreBa) condenaram a decisão do governo Milei.

O Fopea considerou a medida “uma ação de extrema gravidade institucional, uma vez que altera as condições básicas para a cobertura jornalística do principal ambiente de funcionamento do Poder Executivo Nacional”.

O SiPreBa, por sua vez, descreveu a medida como um “ato de censura” e a enquadrou no contexto do que chamou de “crescentes abusos de poder de Javier Milei, que não só insulta, difama e assedia jornalistas e profissionais da imprensa que fazem seu trabalho, como também pressiona por demissões, como é de conhecimento público”.

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