Midterms 2026: Trump pode perder a maioria na Câmara dos EUA? Veja projeções

Últimas atualizações em 03/11/2026 – 00:32 Por G1 Mundo

Por que Trump está preocupado com as midterms?

Patrocinado | CONTINUA APÓS A IMAGEM Anuncio

Os democratas são os favoritos para vencer a disputa pela Câmara dos Representantes nas eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, nesta terça-feira (3). Essa pode ser uma dura derrota pra o presidente Donald Trump, que quer manter a maioria no Congresso norte-americano.

  • ✅ Siga o canal de notícias internacionais do g1 no WhatsApp
  • ACOMPANHE: as últimas notícias sobre as midterms
  • MAPAS vão mostrar resultados em tempo real

▶️ Contexto: Diferentemente do Brasil, o Congresso dos Estados Unidos é renovado parcialmente a cada dois anos. Quando ocorrem na metade do mandato presidencial, essas eleições são chamadas de midterms, ou eleições de meio de mandato.

  • Os deputados norte-americanos têm mandatos de dois anos, enquanto os senadores, de seis.
  • Com isso, a cada dois anos, o país renova toda a Câmara dos Representantes e cerca de um terço do Senado.
  • Sendo assim, em novembro, estarão em disputa todas as 435 cadeiras da Câmara e 35 das 100 do Senado.

Nas eleições de 2024, o Partido Republicano, o mesmo de Trump, conquistou a maioria das cadeiras da Câmara e do Senado. Com isso, a legenda passou a controlar a pauta e as votações nas duas Casas.

Atualmente, os republicanos têm uma maioria apertada na Câmara, com 220 deputados, contra 215 democratas. Para assumir o controle da Casa, os democratas precisam conquistar um saldo de pelo menos três cadeiras.

Modelos de projeção e pesquisas indicam justamente que os democratas têm boas chances de retomar a maioria da Câmara.

O site The Center for Politics, da Universidade da Virgínia, projeta que os democratas devem terminar as eleições com 239 cadeiras na Câmara, enquanto os republicanos ficariam com 196.

O agregador 270toWin também aponta um cenário de favoritismo dos democratas: 220, contra 196 dos republicanos. Segundo o levantamento, há empate em 19 disputas.

Já o site Race to the WH aponta que, com base nas pesquisas atuais, os democratas devem conquistar 224 cadeiras, enquanto os republicanos teriam 189. Segundo o levantamento, 22 cadeiras estão indefinidas.

  • O site calcula em 96,4% a chance de os democratas conquistarem a maioria na Câmara.
  • Nesta projeção, ignorando os estados onde há empate, o Race to the WH acredita que os democratas ficarão com 237 cadeiras.

Veja as projeções para a eleição para a Câmara dos EUA — Foto: Gui Sousa/Arte g1

Estados em disputa

Segundo o jornal The New York Times, o cenário está indefinido em 21 disputas pela Câmara, distribuídas por 14 estados.

Além disso, outros 25 distritos têm disputas acirradas: em 13 deles, há vantagem republicana, enquanto os democratas lideram nos outros 12.

Manter a hegemonia na Câmara e no Senado é uma preocupação de Trump. Ter a maioria nas duas Casas nos últimos dois anos permitiu que o presidente avançasse com a agenda do governo.

Uma derrota poderia abrir espaço para os parlamentares barrarem ações do governo. Para Carlos Gustavo Poggio, professor de relações internacionais e especialista em política dos EUA, Trump também se preocupa com a abertura de investigações.

"Com uma mudança no Congresso, a principal preocupação do Trump é com todas as investigações que serão feitas sobre malfeitos durante a administração dele. E os democratas já deixaram isso claro", afirma.

"O atual Congresso tem sido muito omisso e deixado muito Trump fazer aquilo que ele quer."

Poggio, no entanto, considera muito improvável um impeachment de Trump. Ele explica que não basta uma maioria simples na Câmara dos Representantes para afastar o presidente: é necessário o apoio de dois terços do Senado, o que exigiria o apoio de parlamentares republicanos.

O presidente dos EUA, Donald Trump, faz o discurso do Estado da União no plenário da Câmara do Capitólio dos Estados Unidos — Foto: Kevin Lamarque/Reuters

VÍDEOS: agora no g1

Agora no g1

  • Donald Trump
  • Estados Unidos

Fonte: G1 Mundo

Mundo