Médico condenado por assassinar bebês morre em prisão dos EUA
Últimas atualizações em 25/03/2026 – 19:39 Por Gazeta do Povo | Feed
O clínico geral Kermit Gosnell, que ficou conhecido há mais de uma década por acusações de homicídio em primeiro grau pelo assassinato em série de bebês que sobreviviam a procedimentos abortivos mal sucedidos, morreu em uma prisão dos EUA, aos 85 anos.
O médico, condenado à prisão perpétua e sem direito à liberdade condicional, mantinha uma clínica de aborto e realizava suas ações até mesmo em estágios avançados de gestação, o que era proibido por lei.
As investigação contra ele começaram após o Ministério Público da Filadélfia tomar conhecimento da venda ilegal de receitas de opioides. Em seguida, denúncias de ex-funcionários sobre a tortura e os assassinatos que aconteciam no local vieram à tona.
Ao acessarem a clínica onde os crimes aconteciam, as autoridades envolvidas na investigação encontraram vários equipamentos insalubres e ensanguentados, descobriram que pessoas sem treinamento e licença profissional atuavam na administração de medicamentos que induziam partos, além de falsificarem resultados de ultrassonografias para esconder o estágio avançado de gravidez.
Além das vítimas em fase de formação, Gosnell também foi condenado por homicídio culposo pela morte de uma de suas pacientes, após funcionários administrarem uma dose letal de anestesia durante um aborto.
Na época do escândalo, promotores responsáveis pelo caso detalharam em juízo que a clínica onde Gosnell atuava era uma verdadeira “casa de horrores”. Eles relataram que o médico injetava uma substância para parar os batimentos cardíacos do bebê enquanto realizava os abortos, muitas vezes após 24 semanas de gestação, mas, em alguns casos, a droga não funcionava e ele passava a utilizar métodos mais violentos, como o uso de tesouras cirúrgicas para decapitar os bebês. Depois, guardava os corpos em recipientes no local.
O relatório do júri na época concluiu que o clínico geral “matou bebês vivos, viáveis, que se moviam, respiravam e choravam”. O caso ganhou ampla repercussão nos EUA e ainda é lembrado por ativistas contra o aborto.
Gazeta do Povo
Sob a licença da Creative Commons (CC) Feed
Redes Sociais:
https://www.facebook.com/www.redegni.com.br/
https://www.instagram.com/redegnioficial/
https://gettr.com/user/redegni
https://x.com/redegni
