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Mais de 40 países vão discutir missão para reabrir o Ormuz

Últimas atualizações em 12/05/2026 – 00:51 Por AFP


Reino Unido e França devem reunir nesta semana ministros da Defesa e representantes de mais de 40 países para discutir uma missão naval destinada a proteger o tráfego comercial e tentar reabrir o Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passa 20% de todo o petróleo do mundo. O encontro busca definir compromissos militares, apoio logístico e regras de coordenação para uma operação internacional em meio ao bloqueio da região por ameaças do regime do Irã.

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Segundo as informações, a reunião será liderada pelo secretário de Defesa do Reino Unido, John Healey, e pela ministra da Defesa da França, Catherine Vautrin. Foram chamados para o encontro representantes de países da Europa, América, Ásia, África e Oceania, em uma tentativa de construir uma resposta comum para a crise no Oriente Médio.

O objetivo central do encontro será avançar para uma missão de segurança marítima para garantir a passagem de navios mercantes pelo Ormuz. A operação discutida pode incluir navios, apoio aéreo, patrulhas coordenadas, capacidade logística e tarefas de desobstrução na região.

O plano, no entanto, não deve ser ativado imediatamente. A missão seria colocada em prática “quando a situação permitir”, o que indica que o início da operação dependerá das condições de segurança no local e da disposição dos países em transformar promessas em envio real de meios militares, e também ao fim em definitivo das hostilidades entre americanos e iranianos.

Antes desta reunião, alguns países europeus já haviam deslocado meios militares para perto do Oriente Médio. O Reino Unido enviou antecipadamente o destróier HMS Dragon, equipado com o sistema de defesa aérea Sea Viper. A França, por sua vez, deslocou o porta-aviões nuclear Charles de Gaulle para o Mar Vermelho, como parte da preparação para uma eventual operação em Ormuz.

A reunião desta semana ocorre após uma primeira rodada de conversas realizada em 2 de abril, quando a chanceler britânica, Yvette Cooper, convocou mais de 40 países e organizações internacionais para tratar da crise no Estreito de Ormuz. Na ocasião, o governo britânico afirmou que o fechamento da passagem pelo Irã representava uma ameaça direta à prosperidade global e defendeu a reabertura “imediata e incondicional” da rota marítima.

Na declaração britânica divulgada depois daquele encontro, os participantes discutiram medidas diplomáticas, pressão econômica, possíveis sanções e ações coordenadas com a Organização Marítima Internacional para liberar navios e marinheiros retidos na região. Agora, Reino Unido e França tentam transformar essa articulação inicial em um desenho mais concreto de operação naval.

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