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Kirchner chama juízes de mafiosos em novo caso de corrupção

Últimas atualizações em 17/03/2026 – 12:10 Por AFP


A ex-presidente da Argentina Cristina Kirchner (2007-2015) atacou figuras do Judiciário nesta terça-feira (17) durante depoimento perante um tribunal responsável pelo conhecido “Caso dos Cadernos”, julgamento que ela enfrenta por supostamente liderar uma associação ilícita que coletava propinas de empresários.

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“No Caso dos Cadernos, há práticas mafiosas por parte de juízes e promotores”, argumentou ela perante a corte argentina, antes de acrescentar: “Houve uma onda de prisões para pressionar empresários a testemunharem contra mim. Práticas mafiosas”.

Kirchner se recusou a responder perguntas sobre as acusações que enfrenta na Justiça, crimes que ela nega ter cometido. Ela alegou que foram fabricadas provas para incriminá-la, citando como exemplo a escolha “estratégica” do foro (seleção do tribunal mais favorável para ajuizar a ação).

Logo ao início da audiência, ela se irritou com perguntas protocolares do presidente do Tribunal Oral Federal nº 7. A ex-presidente foi questionada sobre seu nome, idade, estado civil e endereço, se tinha um “apelido” e antecedentes criminais.

Kirchner aproveitou a ocasião para alegar que sofre perseguição judicial. “Se alguém me perguntasse qual o caso mais emblemático de perseguição judicial, eu diria o caso Vialidad, em que estou presa injustamente”.

Ela criticou ainda o uso da figura do “réu cooperativo” — um mecanismo legal que vários dos empresários envolvidos no caso usaram para reduzir suas penas — e denunciou a aplicação “criminosa e ilegal” da lei de delação premiada pelo então juiz do caso, Claudio Bonadio (falecido), e pelo promotor que conduziu a investigação, Carlos Stornelli.

Em momento seguintes, a ex-presidente disparou fortes críticas ao já falecido juiz Claudio Bonadió e ao promotor Carlos Stornelli, a quem acusou de “conduta mafiosa”.

“Estamos diante de um caso em que o juiz e o promotor são mafiosos, não se trata de perseguição política: são práticas mafiosas”, disse do banco dos réus. Ela acusou ainda outros magistrados de imparcialidade no caso.

Sobre o Caso dos Cadernos

Cristina Kirchner, que está em prisão domiciliar desde 17 de junho de 2025 por uma condenação relacionada a outro caso de corrupção, é acusada de liderar uma associação ilícita e de receber milhões de dólares em mais de 200 subornos de empresários. Além dela, outros 19 ex-funcionários do governo e 65 empresários enfrentam o julgamento.

Segundo detalhes da ação, a ex-presidente e seu marido, o falecido Néstor Kirchner, organizaram uma rede de arrecadação de fundos ilegal entre os anos de 2003 e 2015, cujo objetivo era angariar dinheiro ilícito. Para isso, fizeram acordos com grandes empresários relacionados a projetos de obras e serviços públicos. Se condenada no novo caso, ela pode pegar penas de cinco a 10 anos.

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