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Justiça italiana autoriza extradição de Carla Zambelli ao Brasil

Os advogados de defesa irão recorrer ao Supremo Tribunal de Cassação de Roma.

Últimas atualizações em 26/03/2026 – 13:47 Por Redação GNI

A Justiça italiana, por meio do Tribunal de Roma, decidiu nesta quinta-feira (26) pela extradição da ex-deputada federal Carla Zambelli (PL) ao Brasil. Com isso, a expectativa é que ela retorne ao país para cumprir pena em breve.

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De acordo com a lei italiana, a decisão final será tomada pelo ministro da Justiça, Carlo Nordio, que poderá confirmar ou rejeitar a decisão do tribunal. Caso o ministro não se manifeste, Carla Zambelli será libertada, segundo o parlamentar Angelo Bonelli, que notificou sobre a presença da deputada em solo italiano, informou à CBN.

A defesa da ex-parlamentar afirmou à CBN que vai recorrer no prazo de 15 dias e espera que o caso se arraste e até falam na possibilidade do processo começar do zero. O advogado Fábio Pagnozzi falou em vícios no processo e suspeição dos juízes que atuam no caso.

Se a decisão for mantida, o caso irá para o governo Meloni e, se for mantido, ela voltará ao Brasil e deverá ficar presa na Penitenciária Feminina do Distrito Federal.

Ela também pode ser libertada em caso de indeferimento da extradição.

O prazo para a entrega é de quinze dias a partir da data estabelecida na comunicação oficial entre os governos. O tempo pode ser prorrogado por mais 20 dias.

O prazo para a entrega fica suspenso em caso de suspensão da eficácia da decisão do Ministro da Justiça pelo juiz administrativo competente e volta a correr a partir da data de apresentação da ordem que revoga a medida cautelar ou da ordem que acolhe o recurso interposto contra a medida cautelar ou da sentença que rejeita o recurso ou da decisão que declara a extinção do processo.

Algumas audiências chegaram a ser realizadas até fevereiro e a Justiça avançou para a fase decisória, agora autorizando a extradição.

Zambelli está presa desde 29 de julho na Itália, onde possui cidadania, após deixar o Brasil depois de ser condenada pelo Supremo Tribunal Federal a 10 anos de prisão pela invasão aos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) em 2023. A ex-deputada saiu do país antes do fim da fase dos recursos.

Depois, foi condenada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, no episódio ocorrido em São Paulo, um dia antes das eleições de 2022, o que levou à perda do mandato parlamentar. O pedido de extradição foi apresentado pelo Brasil por determinação do Supremo e teve a análise adiada na Itália para avaliação de documentos.

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Redação GNI

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