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Jerusalém ativa bunkers após sirenes em ataque com mísseis

Últimas atualizações em 28/02/2026 – 09:52 Por AFP


Sirenes de alerta aéreo soaram na manhã deste sábado, 28, em Jerusalém e em outras cidades do centro de Israel após o lançamento de mísseis a partir do Irã. O ataque ocorreu poucas horas depois de Israel e dos Estados Unidos iniciarem uma ofensiva militar conjunta contra alvos iranianos.

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Os alarmes tocaram em Jerusalém às 10h29 no horário local, 5h29 em Brasília. Moradores relataram interceptações de mísseis no céu e ouviram explosões por vários minutos. As Forças de Defesa de Israel acionaram os sistemas de defesa aérea e orientaram a população a buscar abrigo.

Em Tel Aviv, as sirenes provocaram correria. Civis correram para estações de metrô, garagens e abrigos subterrâneos. Vídeos divulgados nas redes sociais mostram pessoas sentadas nesses locais enquanto aguardavam o fim do alerta.

No norte do país, um míssil iraniano atingiu o 20º andar de um prédio residencial em Haifa. O Corpo de Bombeiros local confirmou um ferido leve. O Magen David Adom informou que a vítima é um homem de cerca de 50 anos. Paramédicos também atenderam moradores feridos durante a corrida aos abrigos e pessoas com crises de ansiedade.

As Forças de Defesa de Israel (FDI) detectaram várias rajadas de mísseis disparadas do Irã. Em comunicado, a instituição afirmou que os sistemas defensivos “estão atuando para interceptar a ameaça”, mas alertou que a defesa não é totalmente hermética.

O Comando da Frente Interna decretou estado de emergência por 48 horas. A orientação oficial pede que os moradores permaneçam próximos a abrigos e sigam os protocolos de segurança.

Como são os bunkers em Jerusalém exigidos por lei em Israel

O ataque marcou a primeira retaliação direta do Irã após a ofensiva lançada por Israel em coordenação com os Estados Unidos. As FDI informaram que a campanha militar, batizada de “Rugido do Leão”, mira dezenas de instalações militares iranianas. Israel afirma que a operação busca eliminar ameaças consideradas existenciais, após meses de planejamento conjunto com Washington.

A reação rápida da população israelense reflete décadas de adaptação às guerras. Em 1951, três anos após a fundação do país, Israel aprovou uma lei de defesa civil que obrigou a construção de abrigos antibombas em edifícios públicos e privados. A legislação evoluiu ao longo dos conflitos regionais e acompanhou o avanço tecnológico das armas.

Em 1991, durante a Guerra do Golfo, o uso de armas químicas pelo Iraque levou a novos padrões de proteção. A exigência reforçou estruturas fechadas e sistemas de ventilação. O conceito de bunker, antes restrito a áreas subterrâneas, passou a incluir qualquer espaço fortificado.

Atualmente, a lei exige ao menos um quarto reforçado por andar em casas e prédios. Esses ambientes têm dimensões comuns, mas paredes de cerca de 30 centímetros de concreto maciço. O reforço também cobre piso e teto, o que reduz o pé-direito. Portas metálicas, janelas especiais e restrição a objetos frágeis completam a proteção.

Esses espaços fazem parte do cotidiano. Muitas famílias usam o quarto fortificado como dormitório. Em momentos de ataque, ele se transforma na principal linha de defesa da população civil.

Com informações da EFE

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