Israel vai às urnas: Netanyahu e Eisenkot disputam o Parlamento nesta terça

Últimas atualizações em 27/10/2026 – 00:01 Por AFP


Os cidadãos de Israel vão às urnas nesta terça-feira (27) para eleger os 120 integrantes do Knesset, o Parlamento do país. Esta é a primeira votação legislativa realizada desde os ataques terroristas de 2023 e ocorre em um cenário de fragmentação política. A disputa decidirá se o atual primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, conseguirá formar uma nova coalizão ou se a oposição assumirá o poder.

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Como funciona o sistema eleitoral para a escolha do governo em Israel?

Diferente do sistema presidencialista brasileiro, os israelenses não votam diretamente para primeiro-ministro, mas sim em listas de partidos para o Parlamento, chamado de Knesset. O órgão possui 120 cadeiras e, para governar, um líder político precisa formar uma coalizão que reúna o apoio de pelo menos 61 deputados. Como o cenário político local é muito dividido, nenhum partido costuma alcançar essa maioria sozinho, o que exige negociações intensas e alianças entre diferentes legendas após a votação para definir quem ocupará o cargo de chefia do Poder Executivo no país.

Quem são os principais candidatos que disputam a liderança do país?

Benjamin Netanyahu, de 77 anos, busca a reeleição liderando o Likud, partido de direita, com apoio de grupos nacionalistas e religiosos. Seu principal rival é Gadi Eisenkot, ex-comandante das Forças Armadas, que lidera o partido de centro Yashar. Eisenkot foca sua campanha na segurança nacional e na reorganização das instituições. Outros nomes relevantes incluem os ex-premiês Naftali Bennett e Yair Lapid, que se uniram no partido B’Yachad para atrair eleitores insatisfeitos, além de lideranças como Avigdor Lieberman, do Israel Beiteinu, e o ex-general Yair Golan, do partido Democratas.

Quais são os temas que mais influenciam o voto dos israelenses nesta eleição?

Os ataques do Hamas em outubro de 2023 são o fator central para a maioria dos eleitores judeus, gerando debates sobre falhas de segurança e a condução das guerras em Gaza e no Líbano. Outro ponto polêmico é a isenção do serviço militar para jovens ultraortodoxos, defendida pelos aliados religiosos de Netanyahu, mas combatida pela oposição. Além disso, a polêmica reforma do Judiciário, que visa limitar o poder dos magistrados, continua dividindo a sociedade entre aqueles que buscam fortalecer o governo eleito e os que temem pela independência da Justiça e pelo equilíbrio democrático.