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Irã processa políticos reformistas por “propaganda contra o sistema”

Últimas atualizações em 17/02/2026 – 19:13 Por AFP


O Poder Judiciário do Irã informou nesta terça-feira que abriu processos contra os políticos reformistas que foram detidos na semana passada e libertados sob fiança, sob a acusação de “propaganda contra o sistema”, após terem criticado a repressão aos protestos nos quais morreram milhares de pessoas em janeiro. “Quanto às pessoas detidas nos últimos dias e que estão relacionadas à Frente de Reformas, foi aberto um processo na Promotoria por propaganda contra o sistema”, disse o porta-voz do Judiciário iraniano, Asgar Jahangir, em entrevista coletiva, segundo a agência de notícias iraniana Mizan. Jahangir indicou que, embora essas pessoas tenham sido libertadas mediante o pagamento de uma fiança de 50 bilhões de riais (cerca de 26,6 mil euros), seus casos continuam sob investigação.

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As autoridades iranianas detiveram na semana passada seis membros da Frente de Reformas – coalizão de partidos moderados que busca uma abertura do país dentro do quadro da República Islâmica –, e libertaram dias depois quatro deles: a líder Azar Mansouri; o porta-voz Javad Emam; Mohsen Aminzadeh, ex-ministro das Relações Exteriores (1997-2005); e o ex-parlamentar Ebrahim Asgharzadeh. Os outros dois detidos, Hossein Karrubi e Ali Shakourirad, permanecem na prisão cumprindo penas anteriores que haviam sido suspensas.

Todos eles haviam criticado a violenta repressão aos protestos antigovernamentais que começaram em 28 de dezembro do ano passado devido à queda do rial em Teerã, mas que logo se espalharam pelo resto do país, em meio a apelos pelo fim da República Islâmica. Essas mobilizações foram sufocadas após uma repressão na qual o governo iraniano reconhece 3.117 mortos, enquanto organizações de oposição como a HRANA, com sede nos Estados Unidos, situam em 7.015 o número de falecidos, embora continuem verificando mais de 11,7 mil possíveis mortes e estimem cerca de 53 mil prisões.

Além da prisão de políticos, nas últimas semanas foram detidos numerosos ativistas, entre eles o roteirista Mehdi Mahmoudian, indicado ao Oscar pelo filme Um Simples Acidente. Também a vencedora do Nobel da Paz de 2023, Narges Mohammadi, foi condenada em 8 de fevereiro a uma nova pena de sete anos de prisão, a décima sentença contra ela desde 2021.

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