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Indicação de Jorge Messias ao STF trava no Senado

Últimas atualizações em 26/03/2026 – 03:48 Por Gazeta do Povo | Feed


A indicação de Jorge Messias para o STF enfrenta um impasse político em Brasília. O Palácio do Planalto atrasa o envio formal da mensagem ao Senado por falta de votos garantidos, evidenciando dificuldades na articulação do governo Lula e uma dependência crescente do senador Davi Alcolumbre.

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Qual é a situação atual da indicação de Jorge Messias?

Embora o nome de Jorge Messias tenha sido anunciado há mais de três meses para o Supremo Tribunal Federal (STF), o governo federal ainda não oficializou o convite ao Senado. Esta é a espera mais longa para uma indicação de ministro no atual mandato do presidente Lula. O motivo central é a falta de segurança sobre a aprovação do nome em plenário, onde são necessários 41 votos.

Como está a contagem de votos no Senado?

Atualmente, Jorge Messias conta com apenas 25 apoios declarados entre os senadores, número bem abaixo dos 41 necessários para ser aprovado. Na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), o grupo que decide se a indicação segue adiante, o cenário também é difícil: ele tem 10 votos dos 14 exigidos, com muitos parlamentares ainda indecisos ou abertamente contrários ao nome do atual advogado-geral da União.

Qual o papel de Davi Alcolumbre nesse impasse?

O presidente da CCJ, Davi Alcolumbre, é peça-chave, pois ele controla a pauta e o ritmo das votações. Existe um desgaste na relação com o governo, já que Alcolumbre preferia a indicação de Rodrigo Pacheco. Sem uma maioria sólida na Casa, o governo Lula acaba refém da vontade política de Alcolumbre para destravar a sabatina, o que dá ao senador um grande poder de barganha e até um ‘veto informal’ sobre o tempo da indicação.

De que forma as eleições municipais interferem no processo?

A oposição e parte da base aliada preferem adiar a decisão para depois de outubro. Em ano de eleições para prefeitos e vereadores, os senadores evitam votações polêmicas que tragam desgaste político junto aos eleitores. Além disso, o funcionamento híbrido do Senado, com muitas sessões remotas, dificulta a articulação ‘olho no olho’ necessária para garantir uma vitória apertada.

O que o caso da recondução de Paulo Gonet revelou?

A votação de Paulo Gonet para a Procuradoria-Geral da República serviu como um alerta. Em 2023, ele teve 65 votos favoráveis, mas ao ser reconduzido em 2025, o apoio caiu para 45 votos. Essa redução drástica sinaliza que o Senado está mais resistente a aprovar nomes indicados pelo Poder Executivo, obrigando o governo a negociar cada voto individualmente, no chamado mercado do varejo político.

Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.

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