Incêndios na Indonésia causam poluição em Singapura e destroem casas

Últimas atualizações em 24/10/2026 – 12:35 Por AFP


Uma névoa tóxica provocada por incêndios florestais e em turfeiras na Indonésia atingiu níveis críticos de poluição em Singapura em outubro de 2026. O fenômeno, causado por queimadas em terrenos de empresas indonésias, forçou o fechamento de escolas por um mês em Kalimantan e destruiu casas de populações vulneráveis. Diante da crise, ordens religiosas e entidades regionais mobilizam ajuda humanitária.

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Qual é a gravidade da poluição registrada na região?

A situação atingiu um patamar alarmante em meados de outubro, quando o Índice de Padrões de Poluentes chegou a 225 na região central de Singapura. Esse valor enquadra a qualidade do ar na categoria muito insalubre, o que representa um risco direto à saúde da população. O governo de Singapura identificou que a origem da fumaça está ligada a incêndios em terras geridas por sete empresas na Indonésia. Essas companhias devem ser notificadas com medidas preventivas baseadas em leis que combatem a poluição transfronteiriça, já que a fumaça tóxica não respeita fronteiras nacionais.

Como os incêndios estão afetando as comunidades mais necessitadas?

O impacto social é devastador, especialmente em Kalimantan, na Indonésia. Famílias pobres perderam suas moradias para o fogo que consome as turfeiras, que são terrenos formados por camadas de vegetação decomposta que queimam facilmente. Além da perda material, o direito à educação foi interrompido, com escolas permanecendo fechadas por até 30 dias devido à toxicidade do ar. Especialistas apontam que a poluição atmosférica é uma violação do direito a um ambiente seguro e à saúde, impedindo que crianças estudem e que adultos trabalhem para garantir o próprio sustento.

Quais medidas estão sendo tomadas para auxiliar as vítimas?

Grupos religiosos, como os franciscanos e capuchinhos, estão na linha de frente do apoio humanitário. Eles colaboram com bispos e governos locais para fornecer água potável e ajudar na reconstrução das casas destruídas pelo fogo. Além do socorro imediato, as organizações defendem que a resposta deve incluir a prevenção de desastres ambientais e a luta por justiça climática. O objetivo é garantir que os pobres, que são os que menos contribuem para o problema e os primeiros a sofrer com os danos, possam viver com dignidade e segurança em meio à crise ecológica regional.