Idosa desaparece em Saquarema; é encontrada morta e seminua

Imagens de câmeras de segurança mostram a idosa Marilza Marins, de 79 anos, saindo da galeria onde fica o supermercado no qual a idosa fez compras momentos antes de desaparecer, na quarta-feira (9), no distrito de Bacaxá, em Saquarema, na Região dos Lagos do Rio. Ela foi encontrada morta, seminua, quatro dias depois em um terreno particular que pertence a uma igreja.


No vídeo, é possível ver que a idosa vestia uma blusa azul e carregava um carrinho com as compras, por volta das 14h. As imagens mostram Marilza saindo da galeria e interagindo com um homem que parece ser um vendedor ambulante. A família acredita que tenha sido algum doce. Ela paga o vendedor e segue o caminho pela rua. Esses foram os últimos registros da idosa com vida.


Segundo a família, depois de fazer as compras no supermercado, ela não voltou mais para casa. No domingo (13), o corpo da idosa foi encontrado no bairro Rio de Areia, a cerca de 3 quilômetros de distância do supermercado.


O corpo foi encontrado pelo caseiro da propriedade, no terreno de uma área de lazer que pertence a uma igreja. A polícia já identificou o percurso feito por ela no dia do desaparecimento.


Demora no laudo

O atestado de óbito emitido pelo hospital comprovou que a idosa morreu asfixiada por esganadura. Mas a delegacia de Saquarema ainda espera receber o resultado da perícia técnica da Polícia Civil.


A perícia foi feita ainda no domingo e o laudo poderia ter saído no mesmo dia, mas ainda não foi concluído. Este relatório pode apontar se houve abuso sexual, já que a vítima foi encontrada seminua. Ela também estava sem carteira, cartão, dinheiro, documentos e sandálias.

A 124ª delegacia continua investigando o caso e procura pelo assassino. A linha de investigação da polícia aponta homicídio, com possível cárcere privado. A motivação do crime ainda está sendo investigada e testemunhas estão sendo ouvidas.

O corpo da vítima foi enterrado na terça-feira (15).

A família começou a procurar a idosa desde a quarta-feira, quando ela desapareceu. Segundo familiares, eles acionaram a polícia e a guarda municipal para ajudar nas buscas. A família alega que houve demora na ação na polícia. Eles dizem ainda que foram os próprios familiares que obtiveram as imagens de câmeras do mercado onde a idosa foi fazer compras.

A Polícia Civil informou que, assim que o desaparecimento foi comunicado na delegacia, o protocolo investigativo foi implementado e diligências foram realizadas a fim de localizar a idosa.

Família pede justiça

Marilza Marins tinha 79 anos e a família afirma que ela era lúcida e fazia tudo sozinha. Quando a idosa não voltou para casa depois de ir ao supermercado, os familiares começaram a pedir informações em redes sociais.

“Nós nos desempenhamos e nos esforçamos tanto para encontrar ela com vida, foi algo incomum, até que a cidade toda se comoveu e ajudou a gente. Panfletamos em todos os lugares possíveis em Saquarema e ao redor de onde a gente mora, mas infelizmente não foi o suficiente”, conta o neto de Marilza, Vinicius Freitas.

“Nós não descansaremos até achar o culpado. Ela vai deixar muita saudade”, desabafou Vivian Atanes, também neta da idosa.

Sobrinha da vítima, Tatiane Sandes também pede justiça.

“Não podemos deixar esse crime tão bárbaro ficar impune! Não há como a família viver o luto sem essas respostas. Marilza e sua família merecem respeito. A sociedade precisa saber da verdade. Os moradores de Saquarema e adjacências necessitam de segurança. A autoridade policial e os órgãos competentes devem ser transparentes e têm obrigação de prestar atendimento à sociedade e dar as devidas explicações”, disse Tatiane.

Anna Beatriz Lourenço, G1 — Saquarema