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Greta deixa Israel após tentativa frustrada de entrar em Gaza

Últimas atualizações em 10/06/2025 – 08:03 Por Gazeta do Povo | Feed

O Ministério das Relações Exteriores de Israel anunciou em um comunicado na manhã desta terça-feira (10) que a sueca Greta Thunberg concordou em deixar Israel depois do navio Madleen, da Flotilha da Liberdade, no qual viajava com outros ativistas, ser impedido de entrar em Gaza.

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“Greta Thunberg acaba de decolar de Israel em um voo para a Suécia (via França)”, disse a pasta, que também publicou duas imagens nas redes sociais da ativista a bordo de um avião no Aeroporto Internacional Ben Gurion. Ela é conhecida por seu ativismo climático e há um tempo evita viagens aéreas.

Thunberg é um dos quatro ativistas (de um total de 12) tripulantes da Flotilha da Liberdade que concordaram em deixar Israel voluntariamente. Outras oito pessoas recusaram essa possibilidade e deverão comparecer perante o Tribunal de Revisão de Detenções por Imigração para que se decidisse sobre sua deportação do país.

“Os oito restantes detidos contestarão a sua deportação perante um tribunal israelense. Espera-se que esses detidos sejam apresentados ao Tribunal de Revisão de Detenções por Imigração esta manhã”, informou a organização de assistência jurídica palestina em Israel Adalah, cujos advogados integram a equipe jurídica da Flotilha.

Um dos ativistas detidos é a eurodeputada Rima Hassan, membro do partido de esquerda francês França Insubmissa que atua no Parlamento Europeu.

A sueca Greta Thunberg partindo de Israel após tentativa frustrada de acessar Gaza. Crédito: Reprodução/X/@IsraelMFA

“Nos últimos dias e horas, o Presidente do Parlamento Europeu tem estado em contato direto com as autoridades israelenses para garantir a segurança da deputada do Parlamento Europeu, Rima Hassan, que era uma das pessoas a bordo do barco Madleen e de todos os que a acompanhavam”, disse Delphine Colard, porta-voz do Parlamento Europeu, na segunda-feira.

A Flotilha da Liberdade seguiu o caminho da Faixa de Gaza com ajuda humanitária, com o objetivo de romper o bloqueio marítimo imposto por Israel.

As autoridades israelenses interceptaram o navio Madleen na manhã de segunda-feira, em um ato que a equipe jurídica da Flotilha descreveu como “ilegal”, visto que o barco ainda estava em águas internacionais. Os ativistas alegaram “sequestro” por parte das autoridades israelenses.

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Da Redação

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