Governo exonera Fávaro para votar contra texto da CPMI do INSS
Últimas atualizações em 27/03/2026 – 18:26 Por Gazeta do Povo | Feed
O governo federal exonerou nesta sexta-feira (27) o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Favaro (PSD-MT), para que retome seu cargo de senador. A decisão foi publicada em edição extra do Diário Oficial da União (DOU) publicada nesta sexta-feira.
A decisão pegou de surpresa a suplente, senadora Margareth Buzetti (PP-MT), que tinha planos de votar o relatório da CPMI do INSS. Ela falou sobre a decisão do governo no microfone, durante a sessão da colegiado que lia o relatório final, e lamentou a pressa do governo para garantir mais um voto.
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“O que eu tenho para dizer é que o governo deve estar com medo, com muito medo deste relatório, digníssimo relator, que está sendo com requinte de detalhes. Saio de cabeça erguida. Se o Lulinha tem algo a se explicar que ele venha se explicar, mas não ficar escondido atrás do papai”, disse a senadora.
O relatório da CPMI do INSS contém 4,3 mil páginas e é lido na íntegra pelo relator, deputado Alfredo Gaspar (União-AL), desde a manhã. Gaspar pontuou que altos escalões “encobriam assalto a aposentados”.
O filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha; o ex-ministro da Previdência Social do governo do petista Carlos Lupi; e o senador Weverton Rocha (PDT-MA), vice-líder do governo no Senado, são três dos principais nomes entre as 218 pessoas que a CPMI do INSS pediu o indiciamento.
Desde a manhã a Gazeta do Povo procurou ouvir a defesa de Lulinha sobre o arrolamento do seu nome nas investigações do colegiado, mas os advogados ainda não se manifestaram. O espaço segue aberto para considerações.
A leitura do relatório dura o dia todo pode se estender para uma sessão extra da CPMI no sábado (28). Na véspera, o Supremo Tribunal Federal (STF) negou a prorrogação por 8 votos a 2, decidida na véspera contra a liminar deferida pelo ministro André Mendonça no começo da semana, que estenderia os trabalhos de investigação por mais 60 dias.
Fávaro já foi exonerado outras três vezes desde 2023, sempre para votar em pautas favoráveis ao governo no Senado. Em novembro de 2023 Fávaro foi exonerado para votar o PL das apostas esportivas. Em dezembro de 2024, ele foi novamente exonerado para votar o orçamento de 2025. Mais uma vez no final de 2025, foi exonerado para indicar emendas para o orçamento de 2026. Em todas as ocasiões, Fávaro voltou ao cargo logo depois.
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