Gilmar atropela Nunes e Cármen, alfineta TSE e acirra tensão entre ministros

Últimas atualizações em 02/10/2026 – 05:58 Por Gazeta do Povo | Feed


A poucas horas do último e mais decisivo debate presidencial antes do primeiro turno das eleições de 2026, o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Gilmar Mendes protagonizou uma reviravolta jurídica para incluir o candidato Renan Santos (Missão) na transmissão da TV Globo, que posteriormente acabou sendo cancelada. O decano atropelou decisões da ministra Cármen Lúcia e do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Nunes Marques – que tinham vetado a participação de Renan –, mandou recados e aprofundou o embate entre os Tribunais.

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Rebatendo a tese apresentada pelos dois magistrados, de que a palavra final caberia unicamente ao TSE, Gilmar classificou essa premissa como “evidentemente equivocada”, afirmando que o STF é o guardião final da Constituição e deve intervir contra ameaças ao processo eleitoral.

“Há quem diga, indevidamente, inclusive a título de suposto diálogo institucional, que ao TSE caberia deliberar sobre todos os aspectos atinentes ao processo eleitoral. Trata-se de premissa, evidentemente, equivocada. É a própria Constituição Federal que diz o contrário: ao Supremo compete atuar como guardião da Constituição (art. 102, caput, CF), inclusive e sobretudo em matérias que afetem a higidez das eleições”, alfinetou. 

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