GDF reduz número de imóveis para garantir empréstimo do BRB
Últimas atualizações em 25/02/2026 – 05:28 Por Gazeta do Povo | Feed
O governo do Distrito Federal (GDF) atualizou o projeto de lei encaminhado à Câmara Legislativa do DF (CLDF) referente ao plano de socorro financeiro ao Banco de Brasília (BRB). Agora, em vez de 12 imóveis, a administração de Ibaneis Rocha propõe usar nove como lastro para um empréstimo que soma R$ 6,6 bilhões.
Entre os ativos que o GDF retirou da lista, foram excluídas áreas como a do Parque do Guará, cuja inclusão anterior foi alvo de críticas por se tratar de uma área de proteção ambiental. Por exigência do Banco Central (BC), o BRB precisa colocar R$ 3 bilhões em caixa até o balanço do próximo mês. Caso a proposta seja aprovada pelos deputados distritais, os bens serão utilizados para captar recursos e reforçar o caixa da instituição.
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Prejuízos
Com prejuízos decorrentes de seu envolvimento no escândalo financeiro do Banco Master, o BRB já adotou medidas internas, como corte de custos, redução de investimentos em publicidade e patrocínios, além da substituição de carteiras de crédito. A proposta tramita em regime de urgência na CLDF. A Gazeta do Povo procurou o GDF e o BRB, mas não obteve resposta até o momento; o espaço segue aberto para manifestações.
Embora o governador Ibaneis Rocha (MDB) possua maioria na CLDF, o presidente do Legislativo, Wellington Luiz (MDB), afirmou ao Estadão que o projeto não terá uma tramitação simples. Apesar disso, ele sinalizou uma disposição favorável dos parlamentares em relação à recuperação do banco.
Em setembro do ano passado, o BRB tentou adquirir parte de uma operação que envolveria papéis sem lastro. A transação gerou investigações sobre fraudes financeiras e resultou na Operação Compliance Zero.
O prejuízo decorrente do envolvimento com o Banco Master pode chegar a R$ 5 bilhões, segundo previsão do diretor de Fiscalização do Banco Central, Ailton Aquino. A autarquia exige que o BRB aumente seu patrimônio líquido após a descoberta de irregularidades estimadas em R$ 12 bilhões na aquisição de “títulos podres” da referida instituição financeira.
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