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FMI retoma relações com a Venezuela, rompidas desde 2019

Últimas atualizações em 17/04/2026 – 07:44 Por Gazeta do Povo | Feed


O Fundo Monetário Internacional (FMI) anunciou nesta quinta-feira (16) que retomou relações com a Venezuela, que estavam rompidas há sete anos.

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“Guiada pelas opiniões dos membros do Fundo Monetário Internacional (FMI) que representam a maioria do poder de voto total do FMI, e em consonância com a prática de longa data, a diretora-geral Kristalina Georgieva anunciou hoje que o FMI retomou suas relações com o governo da Venezuela, sob a administração da presidente interina Delcy Rodríguez”, informou o FMI em comunicado.

“A Venezuela é membro do FMI desde dezembro de 1946. As relações com a Venezuela haviam sido suspensas em março de 2019, devido a problemas de reconhecimento de governo”, afirmou, citando a crise após uma das fraudes eleitorais do então ditador Nicolás Maduro, que levou o opositor Juan Guaidó a se autodeclarar presidente interino da Venezuela – sendo reconhecido à época por Brasil, Estados Unidos e dezenas de outros países.

Segundo informações da agência EFE, a ditadora interina Delcy Rodríguez, em uma transmissão da emissora estatal VTV, comemorou a retomada das relações com o FMI, afirmando que “prevaleceu a retomada do que nunca deveria ter sido impedido, porque a Venezuela faz parte deste organismo desde o ano de 1946”.

No pronunciamento, ela acusou o que chamou de “extremismo venezuelano” de tentar impedir o retorno do país ao FMI, em referência à oposição ao chavismo.

“É muito lamentável, tenho que dizer com responsabilidade, é muito lamentável que o extremismo venezuelano tenha se dado à tarefa de visitar capitais da Europa e de outros países para tentar impedir este passo tão importante para a nossa economia”, afirmou.

Rodríguez se tornou ditadora interina da Venezuela no início de janeiro, depois que os Estados Unidos realizaram uma operação militar em Caracas que resultou na captura de Maduro e da esposa deste, Cilia Flores, para que respondam na Justiça federal americana a acusações relacionadas a narcoterrorismo.

Desde então, o regime chavista tem se aproximado dos Estados Unidos (com quem restabeleceu relações diplomáticas e fez uma parceria de longo prazo na área de energia) e recebido elogios do presidente americano, Donald Trump, que se recusou a apoiar a líder oposicionista María Corina Machado para comandar a Venezuela, alegando que ela não teria o apoio necessário dentro do país.

No início de abril, o Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (OFAC, na sigla em inglês) do Departamento do Tesouro dos EUA retirou o nome de Rodríguez da sua lista de alvos de sanções econômicas, onde ela estava desde 2018 devido a acusações de corrupção e violações de direitos humanos.

Na terça-feira (14), o governo dos EUA suspendeu sanções contra o sistema bancário público venezuelano, incluindo o Banco Central da Venezuela.

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