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Flávio pediu a Trump que classifique PCC e CV como terroristas

Últimas atualizações em 26/05/2026 – 19:55 Por AFP


O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, afirmou nesta terça-feira (26) que pediu ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que avalie classificar as facções criminosas Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas. A declaração foi dada em coletiva realizada por ele após reunião entre os dois no Salão Oval da Casa Branca, em Washington.

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Segundo Flávio, Trump disse que irá avaliar seu pedido para classificar PCC e CV como grupos terroristas. O senador afirmou que a pauta da segurança pública esteve entre os principais temas da conversa na Casa Branca.

O senador disse que o encontro desta terça-feira ocorreu durante a tarde e durou cerca de 1h40. Ele afirmou que entrou no Salão Oval às 15h (horário local) e deixou a Casa Branca às 16h40. Flávio foi acompanhado no encontro pelo seu irmão, o ex-deputado Eduardo Bolsonaro, e pelo jornalista Paulo Figueiredo. A Casa Branca confirmou à Gazeta do Povo que o encontro foi realizado nesta terça.

Na coletiva, Flávio agradeceu ao presidente Trump “pela cordialidade” e disse que o encontro realizado hoje demonstra o “prestígio do Brasil junto ao governo americano”, que neste momento discute temas complexos como a guerra no Irã e a situação de Cuba.

O senador afirmou que o convite para o encontro com Trump partiu da própria Casa Branca e disse que a reunião no Salão Oval “não foi intermediada por um empresário duvidoso”, em referência às notícias sobre o empresário Joesley Batista, da JBS, ter sido o intermediador do encontro entre o presidente Lula (PT) e Trump. O senador agradeceu a Eduardo e a Paulo Figueiredo, a quem deu créditos pela articulação que ajudou a viabilizar o encontro.

Flávio disse que informou a Trump durante o encontro que, em um eventual governo liderado por ele, o Brasil integrará o chamado “Escudo das Américas”, iniciativa criada pela Casa Branca neste ano voltada à cooperação regional em segurança e defesa. O senador afirmou também que discutiu com Trump investimentos em terras raras brasileiras e possíveis acordos econômicos com os Estados Unidos neste setor.

Durante a coletiva, Flávio criticou o presidente Lula e afirmou que disse a Trump que o atual governo brasileiro “mantém alinhamento com países que apoiam ditaduras”. O senador também afirmou que conversou com Trump sobre os casos de censura no Brasil.

Questionado sobre o tema das tarifas, Flávio disse que falou a Trump que, se eleito, em 2027 o Brasil terá um governo alinhado aos Estados Unidos em questão de segurança e relações internacionais, o que, segundo ele, já eliminaria a necessidade de ameaças tarifárias nas relações bilaterais, pois um eventual governo seu negociaria “de forma direta e transparente” o fim de barreiras comerciais.

Flávio afirmou que Trump não declarou apoio à sua pré-candidatura presidencial, mas indicou que o presidente americano demonstrou estar acompanhando a situação política brasileira.

Segundo Flávio, a primeira pergunta feita por Trump durante a reunião nesta terça foi sobre o estado do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), atualmente cumprindo prisão domiciliar. O senador disse que respondeu que o pai “estava bem” e explicou como a família tem lidado com a situação.

O parlamentar também rebateu na coletiva críticas do governo Lula sobre sua viagem aos Estados Unidos. Questionado sobre declarações vindas do Planalto de que a reunião serviria para desviar atenção das revelações envolvendo conversas com o banqueiro Daniel Vorcaro, Flávio afirmou que não tem “nada a esconder” e desafiou o governo Lula a apoiar a instalação da CPI do Banco Master.

Ele também fez críticas às investigações da Polícia Federal relacionadas ao escândalo do INSS e questionou a situação do “Lulinha”, o filho de Lula.

Flávio negou que sua campanha esteja em crise neste momento e afirmou que sua pré-candidatura é “a única alternativa” ao governo Lula, que classificou como responsável por manter o Brasil inseguro e com altos índices de criminalidade.

Sobre a relação com a China, Flávio disse que um eventual governo seu seria baseado no pragmatismo e na defesa dos interesses do povo brasileiro. Segundo ele, o “Brasil conversaria com todos os países”, mas sem a orientação ideológica que, em sua avaliação, marca a política externa do governo Lula e “gera instabilidade para investimentos”.

O senador afirmou ainda que não teve nenhuma agenda paralela nesta terça-feira além do encontro na Casa Branca. Ao final do encontro, Flávio disse que recebeu de Trump uma challenge coin, moeda simbólica com o emblema das Forças Armadas dos Estados Unidos. Segundo o senador, presidentes americanos costumam entregar esse tipo de peça como sinal de respeito. Flávio classificou o gesto como raro e reservado a aliados de confiança.

Flávio também criticou o Itamaraty e a Embaixada do Brasil em Washington por terem recusado a realização de sua coletiva de imprensa em instalações diplomáticas brasileiras.

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