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Flávio diz que pediu para Trump não taxar empresas após relatório americano sugerindo tarifa

Últimas atualizações em 02/06/2026 – 10:27 Por Gazeta do Povo | Feed


Em entrevista concedida à Radio Itatiaia nesta terça-feira (2), o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) disse que, no encontro com Donald Trump, pediu que o presidente dos Estados Unidos não aplique taxas contra empresas brasileiras.

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“Eu pedi expressamente ‘não taxem as empresas brasileiras’. Em 2027 vocês vão ter um governo que vai sentar aqui com vocês, vai negociar de igual para igual. O nosso agro alimenta o mundo e não é justo taxar as nossas empresas”, afirmou o senador.

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Fala ocorre após ameaça de tarifa de 25%

A declaração ocorre um dia após o Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) propor uma tarifa de 25% sobre a importação de todos os produtos brasileiros, com exceção de commodities estratégicas. De acordo com a nota do órgão, a ideia é enfrentar práticas consideradas lesivas aos interesses americanos:

  • Remoção de conteúdos políticos de cidadãos americanos;
  • Multas a plataformas de mídia americanas por descumprimento de ordens de bloqueio;
  • Bloqueio da plataforma Rumble;
  • Favorecimento do Pix em detrimento de outras formas de pagamento de empresas americanas;
  • Tratamento tarifário preferencial ao México e à Índia;
  • Falhas no combate à corrupção;
  • Proteção insuficiente à propriedade intelectual;
  • Falta de equilíbrio tarifário para o comércio de etanol desde 2017;
  • Dificuldades em conter o desmatamento ilegal.

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Flávio defende Pix e etanol, mencionados em relatório

Na mesma fala, Flávio citou o Pix como exemplo de tecnologia que precisa ser valorizada. O sistema automático de pagamentos vem gerando tensão comercial entre os dois países. O setor bancário vem se queixando do privilégio dado ao Banco Central (BC) ao método de pagamento. Com o alinhamento ideológico entre Flávio e Trump, os petistas passaram a divulgar que o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) acabaria com o Pix caso fosse eleito. O senador, porém, nunca propôs nada nesse sentido.

“Temos que valorizar a nossa tecnologia, o nosso Pix, o nosso etanol, que é uma energia limpa. A gente tem que incentivar esse nosso capital que é o etanol. Nós temos tudo para sentar de igual para igual”, defendeu Flávio.

O Brasil foi alvo do chamado “tarifaço”, em agosto de 2025. Os produtos brasileiros passaram a ser taxados em 50%, no mesmo bloco de medidas em que houve a inclusão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes no rol de sancionados pela Lei Magnitsky. A sanção contra Moraes foi revogada e as tarifas suspensas no final do ano.

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Pix e classificação de facções como terroristas se encontram em discurso petista de soberania nacional

Logo após a divulgação do relatório, o BC citou a modalidade 163 vezes em seu relatório de cidadania financeira de 2025. O presidente Lula vem usando o Pix como forma de investir no discurso de soberania nacional, mesmo conceito utilizado para se posicionar contra a classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas, que ocorreu logo após a viagem de Flávio e é atribuída à influência do parlamentar.

Agora, o governo brasileiro tenta abrir um canal de diálogo com Trump para que a decisão seja revertida. O Planalto vê risco de sanções e interferência externa, além de problemas na cooperação internacional, que passaria da segurança pública para a defesa nacional, impondo maiores restrições de sigilo.

Para o vice-presidente, Geraldo Alckmin (PSB), a medida não apenas dificultará o combate ao crime organizado como prejudicará a economia, afastando investimentos no país por temor de uma acusação de envolvimento com o que, agora, será enxergado como terrorismo.

A mudança atinge qualquer pessoa ou empresa que prestar qualquer forma de apoio material ao PCC e ao CV, incluindo dinheiro e outros auxílios. Os integrantes das facções podem ter seus ativos bloqueados, sendo impedidos de viajar aos Estados Unidos ou de negociar com pessoas e empresas do país.

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