Flávio diz que Bolsonaro “foi enterrado vivo” por Moraes; aliados reagem
Últimas atualizações em 18/07/2026 – 00:10 Por Gazeta do Povo | Feed
O pré-candidato do PL à Presidência, senador Flávio Bolsonaro, afirmou que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) foi “enterrado vivo” após o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), endurecer as restrições da prisão domiciliar.
Bolsonaro não poderá receber visitas por 30 dias e está proibido de emitir qualquer manifestação político-eleitoral até o fim das eleições. O ministro considerou que a divulgação nas redes sociais da carta do ex-presidente a Flávio violou as medidas cautelares impostas pela Corte.
“Mais uma decisão ilegal, desproporcional, covarde e cruel. O Bolsonaro foi enterrado vivo, só com a cabeça para fora da terra e está tomando chute na cara de Moraes. Hoje foi mais um bico na boca”, disse o senador, em vídeo divulgado nesta noite.
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Flávio voltou a acusar o ministro de tentar interferir nas eleições presidenciais por ter “medo que Bolsonaro ou um Bolsonaro volte à presidência do Brasil”. “Usar a força que o Estado lhe conferiu para satisfazer o seus devaneios pessoais, não é justiça, é vingança”, disse o senador.
“Eu espero que mais esse triste capítulo da falsa democracia vigente abra os olhos de quem ainda não entendeu que um tirano não retrocede nos poderes que ele próprio se concedeu”, acrescentou.
O relator proibiu as visitas de Flávio ao ex-presidente por 90 dias.O ex-deputado Eduardo Bolsonaro (PL-SP) afirmou que “uma das hipótese de aplicação do estado de defesa é justamente risco às instituições (democracia)”.
“Não que seja relevante atualmente, mas a constituição diz que mesmo numa situação grave como o estado de defesa, ainda assim, é proibido deixar o preso incomunicável”, disse Eduardo.
Na decisão, Moraes classificou como “patéticas” as alegações de que o ex-presidente ficará incomunicável com as restrições impostas. “O custodiado cumpre, desde 27/3/2026, sua pena privativa de liberdade em casa, convivendo diariamente com sua mulher, filha e enteada”, escreveu.
“Além disso, tem a presença diária em sua residência de agentes de segurança, em virtude de sua condição de ex-presidente da República e de uma cozinheira”, acrescentou o ministro.
O despacho, de 18 páginas, entrou no sistema do STF cerca de uma hora após a manifestação da Procuradoria-Geral da República (PGR). O ex-vereador do Rio de Janeiro e atual pré-candidato ao Senado por Santa Catarina, Carlos Bolsonaro (PL-SC), disse que Moraes proferiu a ordem “em questão de segundos”.
“Pelo que tive ciência, Alexandre proibiu, em questão de segundos após a PGR, visitas de todos os filhos ao pai. Eu creio, tenho fé e força…”, apontou Carlos.
Já o vereador de Balneário Camboriú (SC) Jair Renan (PL), pré-candidato a deputado federal, comparou a situação de seu pai com a prisão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em 2018.
“Lula, quando esteve preso, recebia político, artista, sindicalista, e ainda foi lançado candidato a presidente de dentro da cadeia. Meu pai não pode receber um abraço de um filho dentro da própria casa. É a mesma Justiça, mas a régua muda conforme o sobrenome. Pai, estarei sempre com o senhor”, afirmou Jair Renan.
O líder da oposição no Senado e coordenador da pré-campanha de Flávio, Rogério Marinho (PL-RN), disse que o ministro “transforma medidas judiciais em instrumentos de silenciamento político”.
“Mas ideias não se aprisionam. Nenhuma decisão será capaz de romper o vínculo entre Jair Bolsonaro e os brasileiros que nele confiam e veem a esperança de um país mais livre, mais justo e mais democrático”, afirmou Marinho, em nota.
O deputado federal André Fernandes (PL-CE), um dos pivôs da crise entre a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL) e Flávio, ironizou a determinação, dizendo que “essa é a ‘democracia pujante’ para o período eleitoral”.
O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante (RJ), disse que as novas restrições mostram “o quanto a esquerda/Alexandre querem violar todos os direitos humanos ao maior presidente que a República Federativa do Brasil já teve”.
“Podem prender, censurar, ninguém consegue deter um sentimento! O Brasil não quer a esquerda, o Brasil é de direita e conservador. Vamos eleger Flávio Bolsonaro”, afirmou Sóstenes.
Gazeta do Povo
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