Fachin cobra conclusão do inquérito das fake news em reunião com PF
Últimas atualizações em 14/10/2026 – 01:47 Por Gazeta do Povo | Feed
O ministro Edson Fachin, presidente do Supremo Tribunal Federal, reuniu-se com o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, nesta terça-feira (13), em Brasília. O magistrado cobrou agilidade para concluir o inquérito que apura a disseminação de notícias falsas e ataques à Corte. O encontro também serviu para definir como serão conduzidas as investigações envolvendo outros ministros.
Qual é o foco principal da cobrança feita por Edson Fachin à Polícia Federal?
O ponto central foi o pedido de celeridade para encerrar o Inquérito 4781, popularmente conhecido como inquérito das fake news. Essa investigação foi aberta há sete anos por iniciativa da própria Corte, sem um pedido externo do Ministério Público, o que gera críticas de juristas. O caso, que já foi relatado por Alexandre de Moraes, agora está sob a supervisão de Fachin. A Polícia Federal se comprometeu a analisar se ainda existem diligências pendentes para, finalmente, apresentar um desfecho sobre as apurações que miraram principalmente aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro.
Como o STF pretende lidar com as menções a ministros no caso do Banco Master?
Fachin determinou que a Polícia Federal encaminhe todas as citações feitas a magistrados do STF encontradas nas investigações sobre o Banco Master. O ministro exigiu que esse material seja entregue de forma estritamente descritiva, apresentando o contexto de cada menção sem que a autoridade policial emita juízos de valor ou avaliações subjetivas. Essa medida visa garantir que o tribunal tenha acesso direto aos fatos para decidir os próximos passos. Vale lembrar que qualquer investigação formal contra ministros da Suprema Corte precisa, obrigatoriamente, de autorização do plenário.
Quais são as suspeitas que envolvem integrantes da Corte nessas investigações?
As investigações da PF revelaram situações que envolvem diferentes ministros. No caso de Alexandre de Moraes, apura-se a contratação do escritório de advocacia de sua esposa pelo Banco Master por R$ 129 milhões e mensagens trocadas com um ex-banqueiro. Sobre Dias Toffoli, a apuração mira a sociedade com irmãos em um resort que negociou com um fundo ligado ao banco. Já André Mendonça teria tido encontros com advogados ligados ao grupo. Fachin ressaltou que atos investigativos contra esses magistrados dependem de deliberação coletiva do plenário, após manifestação da PGR.
Quais outros temas de segurança e justiça foram discutidos na reunião?
Além dos inquéritos específicos, a reunião abordou a segurança institucional dos ministros e o combate a ameaças dirigidas aos membros do tribunal. Fachin defendeu uma estratégia coordenada e preventiva entre os órgãos de segurança para proteger a integridade dos juízes e assegurar a independência do Judiciário. Também foram discutidos os andamentos de investigações sobre fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS, reforçando a necessidade de respeitar as competências da PF, do Ministério Público e do Judiciário, sempre aguardando os pareceres da Procuradoria-Geral da República.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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