EUA podem lançar ofensiva contra o crime na América Latina
Últimas atualizações em 05/03/2026 – 17:02 Por AFP
O governo dos Estados Unidos avisou nesta quinta-feira (5), durante conferência realizada em Miami, que está pronto para lançar uma ofensiva militar contra grupos criminosos na América Latina, inclusive de forma unilateral, caso considere necessário. A declaração foi feita pelo secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, que pediu aos países da região que intensifiquem o combate ao narcoterroristas.
Segundo Hegseth, os EUA preferem atuar em cooperação com seus vizinhos, mas não descartam agir sozinhos.
“Os Estados Unidos estão preparados para abordar estas ameaças e ir sozinhos para a ofensiva, se necessário. No entanto, é nossa preferência e é a meta desta conferência que, no interesse da vizinhança, façamos tudo junto com vocês, com nossos vizinhos e aliados”, declarou.
O secretário discursou na abertura da conferência “Américas contra os cartéis”, realizada na sede do Comando Sul dos Estados Unidos (Southcom), na Flórida. No evento, ele afirmou que a nova Doutrina Monroe – chamada por integrantes do governo de “Donroe” -, defendida pelo presidente Donald Trump, sustenta a possibilidade de ataques militares contra organizações ligadas ao narcotráfico na região.
Hegseth disse que todos os governos da América Latina precisam adotar uma postura mais ativa no enfrentamento ao crime organizado e defendeu o aprofundamento da cooperação militar e de inteligência entre os países. A conferência na Flórida ocorreu dias após a primeira operação militar conjunta entre Estados Unidos e Equador contra organizações classificadas como narcoterroristas naquele país sul-americano, conforme anunciado pelo Southcom após visita do comandante Francis Donovan à região.
Desde setembro do ano passado, os EUA bombardearam 44 embarcações ligadas ao narcotráfico no Pacífico e no Caribe, no âmbito da operação “Lança do Sul”. De acordo com as autoridades, essas ações deixaram pelo menos 150 mortos.
Durante o evento em Miami, Donovan reforçou o recado de que Washington está disposto a agir na região para atacar o crime organizado, caso julgue necessário.
“Somos seu parceiro principal para trabalhar, junto e através de suas nações, para alcançar objetivos compartilhados, mas quando for necessário, não hesitaremos em agir”, declarou.
Hegseth justificou a postura mais agressiva da Casa Branca citando o impacto das drogas nos Estados Unidos. Segundo ele, “mais de um milhão de americanos” morreram por overdose de fentanil, cocaína e outras substâncias durante o governo do democrata Joe Biden (2021-2025). Ele também afirmou que a indústria do tráfico humano teria “explodido” em 2.000%, alcançando US$ 13 bilhões em 2022.
Nesta quarta-feira (4), o Senado do Paraguai aprovou, por 28 votos, um acordo do governo local com os Estados Unidos para ampliar a cooperação no combate ao crime organizado transnacional. Segundo o documento aprovado, o acordo estabelece as condições para cooperação em defesa entre os dois países, incluindo apoio técnico, tático e treinamento. A proposta ainda não menciona instalação de bases militares permanentes nem cessão de soberania territorial. O texto também autoriza a entrada temporária de militares e pessoal civil americano no território paraguaio, com facilidades migratórias, uso de uniformes e introdução de equipamentos necessários às atividades previstas.
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