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Entenda por que a oposição critica o acordo de petróleo entre Trump e Venezuela

Últimas atualizações em 03/09/2026 – 23:26 Por AFP


O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, oficializou um acordo com o regime chavista da Venezuela para assumir o controle majoritário de 17 campos de petróleo. O pacto, anunciado no final de agosto de 2026, garante a exploração de reservas bilionárias por 25 anos, mas enfrenta forte resistência de grupos opositores venezuelanos que questionam a legitimidade e a transparência do negócio.

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Quais são os principais detalhes financeiros e técnicos do contrato assinado?

O acordo estabelece uma parceria de 25 anos com investimentos que ultrapassam a marca de US$ 100 bilhões. O objetivo é explorar 17 campos petrolíferos que abrigam cerca de 65 bilhões de barris, o que representa mais de 20% de toda a reserva comprovada da Venezuela. A expectativa do regime chavista, representado pela líder interina Delcy Rodríguez, é que a produção atinja 1,5 milhão de barris por dia, gerando uma receita estimada em US$ 209 bilhões para os cofres públicos venezuelanos ao longo das próximas duas décadas, sob controle operacional majoritário dos Estados Unidos.

Por que a legitimidade política do regime chavista está sendo questionada?

A principal crítica da oposição, liderada por figuras como María Corina Machado, foca no fato de que um compromisso tão longo e estratégico não deveria ser firmado por um governo que não possui amplo reconhecimento democrático. Os críticos argumentam que decisões que empenham a maior riqueza do país por um quarto de século precisam do respaldo de instituições estáveis e de governantes eleitos legitimamente nas urnas. Para eles, a aproximação de Washington com o Palácio de Miraflores ignora a necessidade de uma base jurídica sólida e democrática para sustentar o pacto.

Como a divisão dos lucros do petróleo venezuelano se compara com outros países?

Especialistas apontam que as condições econômicas do contrato são desfavoráveis para a Venezuela. Pelos termos divulgados, a parcela das receitas que ficará com o Estado venezuelano deve ser inferior a 50%. Essa margem é considerada baixa quando comparada aos modelos adotados por vizinhos como Brasil, Colômbia e Guiana, onde a participação do governo em grandes projetos de exploração de petróleo costuma superar os 60%. A oposição exige a divulgação completa dos termos jurídicos e operacionais para entender se os benefícios chegarão de fato à população ou apenas ao regime.