Entenda como estruturas subterrâneas do Irã viraram alvos
Como os complexos construídos para proteger o arsenal iraniano passaram a ser alvo preferencial de ataques dos EUA e de Israel no início do conflito.
Últimas atualizações em 07/03/2026 – 07:48 Por Redação GNI
Após décadas investindo na construção de bunkers e complexos subterrâneos para proteger seu vasto arsenal de mísseis, o Irã vê essa estratégia ser colocada à prova poucos dias após o início da guerra contra Estados Unidos e Israel.
Em menos de uma semana de conflito, aeronaves e drones armados dos dois países passaram a sobrevoar as dezenas de bases cavernosas iranianas, atingindo lançadores de mísseis no momento em que emergem para realizar disparos. Ao mesmo tempo, sucessivas ondas de bombardeiros pesados têm lançado munições sobre essas instalações.
Em alguns casos, os ataques parecem ter soterrado armamentos ainda armazenados no subsolo, dificultando o acesso às armas e comprometendo a capacidade iraniana de utilizá-las.
Imagens de satélite registradas nos últimos dias mostram destroços ainda em chamas de mísseis e lançadores iranianos destruídos por ataques aéreos dos Estados Unidos e de Israel nas proximidades das entradas das chamadas “cidades de mísseis”, como autoridades de Teerã se referem aos complexos subterrâneos utilizados para armazenar armamentos.
Nos primeiros dias da guerra, o Irã conseguiu lançar mais de 500 mísseis contra Israel, bases americanas e outros alvos na região do Golfo Pérsico, embora parte deles tenha sido interceptada, segundo governos da região. A redução no número de grandes salvas é vista como um indicativo de que os bombardeios americanos e israelenses estão enfraquecendo a capacidade de Teerã de responder aos ataques, aponta uma reportagem do jornal americano Wall Street Journal (WSJ).
— Estamos caçando os últimos lançadores de mísseis balísticos remanescentes do Irã para eliminar o que eu caracterizaria como sua capacidade remanescente de mísseis balísticos — disse o almirante Brad Cooper, comandante máximo dos EUA no Oriente Médio, em uma coletiva de imprensa por vídeo na terça-feira. — A capacidade do Irã de nos atingir e atingir nossos parceiros está diminuindo.
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