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Empresa militar atrasa pagamentos de catequistas católicas em bases dos EUA

Últimas atualizações em 11/09/2026 – 02:57 Por AFP


A Idemma, uma empresa militar sediada em Orlando, é alvo de denúncias por não pagar salários a subcontratados que atuam em ministérios católicos dentro de bases militares dos Estados Unidos. Os relatos indicam atrasos superiores a um ano, com dívidas que chegam a milhares de dólares. As profissionais afetadas relatam graves dificuldades financeiras, enquanto a empresa promete resolver as pendências.

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Como funcionam os contratos de ensino religioso em bases militares americanas?

O governo federal dos Estados Unidos contrata empresas privadas, como a Idemma, para gerenciar serviços de apoio nas bases militares. Essas empresas, por sua vez, subcontratam profissionais para atuar diretamente com a comunidade, como coordenadores de educação religiosa e catequistas. Embora essas pessoas trabalhem dentro das instalações militares e sob a supervisão espiritual de capelães da Igreja, o vínculo financeiro e administrativo é inteiramente com a empresa contratada, que recebe verbas públicas para realizar os pagamentos da folha de serviços.

Quais são as principais dificuldades relatadas pelas profissionais afetadas?

As profissionais relatam que os atrasos começaram em 2025 e se tornaram recorrentes, forçando-as a implorar pelos salários devidos. Uma das subcontratadas, Paulette Padua, afirma ter mais de 8 mil dólares a receber, o que causou estresse severo e problemas de saúde. Outra profissional, Dianne Hodges, teve que retirar dinheiro de seu fundo de aposentadoria para pagar contas básicas e comprar presentes de Natal. A situação gerou taxas de atraso em cartões de crédito e dificuldades com financiamentos de imóveis e carros, afetando o sustento de suas famílias.

Qual é o posicionamento oficial da empresa sobre os pagamentos pendentes?

Michael Aldeguer, assistente administrativo da Idemma, afirmou que a maioria das obrigações foi quitada, mas admitiu a existência de contas sob revisão. A empresa alega que problemas financeiros em outros setores de seu negócio, como o de música ao vivo impactado pela pandemia, prejudicaram o fluxo de caixa. A direção prometeu avançar na resolução dos pagamentos até o fim deste ano, incluindo o acréscimo de juros nos saldos restantes. Recentemente, a empresa criou um sistema centralizado de faturas para tentar organizar a documentação e identificar as discrepâncias.