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Em vigília de oração pela paz, Leão XIV fala em romper a “cadeia demoníaca do mal”

Últimas atualizações em 11/04/2026 – 16:32 Por AFP


Em sua reflexão lida após a oração do terço na Basílica de São Pedro, em Roma, o papa Leão XIV falou em um “delírio de onipotência que se torna cada vez mais imprevisível e agressivo à nossa volta”, criticou aqueles que usam o nome de Deus para justificar guerras, e afirmou que, com a oração, pensamentos, palavras e obras, é possível romper a “cadeia demoníaca do mal”. O evento, realizado no fim da tarde deste sábado (no horário de Roma, início da tarde no Brasil), havia sido convocado pelo papa no domingo de Páscoa.

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Leão XIV citou São João Paulo II, que era um jovem adulto quando os nazistas invadiram a Polônia e também viveu sob o regime comunista implantado depois em seu país. Em 2003, o pontífice polonês afirmou: “Eu pertenço à geração que viveu a Segunda Guerra Mundial e lhe sobreviveu. Tenho o dever de dizer a todos os jovens, aos que são mais jovens do que eu, que não tiveram esta experiência: ‘Nunca mais a guerra’, como disse Paulo VI na sua primeira visita às Nações Unidas. Devemos fazer tudo o que é possível! Sabemos bem que a paz não é possível a qualquer preço. Mas sabemos todos como é grande esta responsabilidade”.

O papa não citou nenhum conflito específico na tarde deste sábado, mas em várias outras ocasiões – especialmente aos domingos, durante a oração do Angelus ou do Regina Caeli (rezada no tempo pascal) – já mencionou a guerra entre Rússia e Ucrânia e conflitos na África e no Oriente Médio, onde Israel tem conduzido uma campanha militar contra o Hamas na Faixa de Gaza e o Hezbollah no Líbano, e onde Irã e Estados Unidos também estão em conflito, tendo iniciado negociações de paz no Paquistão.

Aos governantes, o papa lançou um apelo: “Parai! É tempo de paz! Sentai-vos às mesas do diálogo e da mediação, não às mesas onde se planeia o rearmamento e se deliberam ações de morte!” Ele ainda disse que “é escravo da morte aquele que virou as costas ao Deus vivo para fazer de si mesmo e do próprio poder o ídolo mudo, cego e surdo, ao qual sacrifica todos os valores e diante do qual pretende que o mundo inteiro se ajoelhe”. Leão XIV contrapôs o sofrimento das crianças ao orgulho com que adultos se referem a seus atos de guerra. “Recebo muitas cartas de crianças das zonas de conflito: ao lê-las, percebe-se, com a verdade da inocência, todo o horror e a desumanidade das ações que alguns adultos exaltam com orgulho. Ouçamos a voz das crianças!”, afirmou.

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