Eleições Midterms 2026: Trump disputa controle do Congresso americano

Últimas atualizações em 13/10/2026 – 01:54 Por AFP


As eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, marcadas para 3 de novembro de 2026, decidirão a nova composição da Câmara e do Senado. O pleito é fundamental para o presidente Donald Trump, pois o resultado determinará se ele terá apoio legislativo para avançar com suas propostas ou se enfrentará um bloqueio da oposição democrata, limitando seu poder político nos últimos dois anos de mandato.

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Como funcionam as midterms e por que elas são importantes?

As chamadas midterms são eleições que ocorrem no meio do mandato de um presidente nos Estados Unidos. Nestas votações, os eleitores escolhem todos os 435 deputados federais e renovam cerca de um terço do Senado, que possui 100 cadeiras ao todo. Elas funcionam como um termômetro da aprovação popular do governo. Se o partido do presidente vence, ele ganha força para aprovar leis e orçamentos. Caso contrário, o mandatário pode se tornar um ‘pato manco’, termo usado para líderes que perdem influência política e têm seus projetos travados pelo Congresso até o fim do mandato.

Quais são as projeções atuais para o controle da Câmara e do Senado?

Projeções da plataforma Cook Political Report indicam uma disputa extremamente equilibrada. Na Câmara, os democratas aparecem com vantagem em 213 cadeiras, enquanto os republicanos somam 201. O controle real depende de 21 distritos considerados ‘campos de batalha’, onde não há favorito claro. No Senado, a situação se repete: 13 cadeiras tendem aos democratas e 15 aos republicanos, com sete estados (como Texas, Ohio e Michigan) servindo de cenário para disputas acirradas. Atualmente, os republicanos detêm maiorias apertadas em ambas as casas, e qualquer mudança pode inverter o poder.

O que está em jogo para Trump caso os republicanos percam a maioria?

Uma vitória democrata em apenas uma das casas legislativas já criaria grandes obstáculos para o governo. Além de bloquear propostas orçamentárias e projetos específicos, a oposição passaria a controlar comissões de investigação. Os focos já sinalizados incluem os negócios da família Trump, possíveis conflitos de interesse com investidores estrangeiros, operações militares no Irã e na Venezuela, além da gestão de políticas migratórias e o caso Epstein. Se os democratas conquistarem também o Senado, eles ganham o poder de barrar a indicação de juízes e autoridades feita pelo presidente.