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Disputa eleitoral leva Congresso a adiar pautas polêmicas

Últimas atualizações em 03/08/2026 – 11:51 Por Gazeta do Povo | Feed

A campanha eleitoral de 2026 já começou a alterar a dinâmica do Congresso Nacional. Para evitar o esvaziamento das sessões e garantir a votação de projetos considerados prioritários, os presidentes da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), e do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), acertaram um calendário de esforços concentrados no segundo semestre, concentrando as deliberações em poucas semanas e deixando os demais períodos livres para que deputados e senadores fiquem em seus estados.

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A primeira janela de votações ocorrerá entre 11 e 13 de agosto, seguida por um segundo esforço concentrado entre 25 e 27 de agosto. A estratégia busca sincronizar Câmara e Senado para acelerar a tramitação de projetos e evitar que o avanço da campanha paralise os trabalhos legislativos.

Na pauta estão propostas como a PEC que reduz a jornada de trabalho na escala 6×1, a regulamentação dos trabalhadores por aplicativo, a ampliação do limite de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI), a renegociação de dívidas de produtores rurais e projetos de segurança pública.

Para parlamentares ouvidos pela reportagem, a tendência é que apenas propostas com maior grau de consenso ou em estágio mais avançado de tramitação tenham chances de avançar antes das eleições. Projetos com menor resistência política, como o aumento do teto de faturamento do Microempreendedor Individual (MEI) e parte da regulamentação dos trabalhadores por aplicativo, podem encontrar espaço nas semanas de esforço concentrado.