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Discursos de Lula e Trump na ONU: veja o que esperar da Assembleia Geral

Últimas atualizações em 22/09/2026 – 02:54 Por AFP


Os presidentes do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, e dos Estados Unidos, Donald Trump, abrem nesta terça-feira (22) o debate de líderes na Assembleia Geral da ONU, em Nova York. O encontro ocorre em meio a tensões diplomáticas e pressões eleitorais em ambos os países, com discursos que devem contrastar a defesa do multilateralismo brasileiro contra as críticas americanas aos órgãos internacionais.

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Quais serão os principais pontos abordados por Lula em seu discurso?

Lula deve focar seu pronunciamento na defesa da soberania nacional e do multilateralismo, que é a ideia de que os países devem trabalhar juntos em instituições internacionais para resolver problemas globais. O petista pretende sugerir mudanças na estrutura das Nações Unidas para dar mais voz ao chamado Sul Global, grupo que reúne nações em desenvolvimento. Outros temas centrais de sua fala incluem o meio ambiente, a sustentabilidade e o papel do Brasil como um possível mediador em conflitos internacionais, buscando projetar o país como um interlocutor relevante para a paz mundial.

O que se espera da participação de Donald Trump no evento?

O presidente americano deve manter o tom crítico adotado em anos anteriores, atacando a ONU por considerar a instituição burocrática, ideologicamente aparelhada e ineficiente na resolução de crises. Trump deve apresentar argumentos a favor de ações militares, especialmente em relação ao Irã, cobrando de outros países maior responsabilidade na proteção de rotas comerciais, como o Estreito de Ormuz. Seu discurso será fortemente voltado para o público interno dos EUA, focando em políticas de combate à imigração e medidas econômicas unilaterais para reforçar sua base eleitoral antes das eleições de meio de mandato.

Como as eleições influenciam o comportamento dos líderes na ONU?

Especialistas apontam que tanto Lula quanto Trump usarão o palco das Nações Unidas para criar fatos políticos que beneficiem suas agendas domésticas. Trump enfrenta as eleições de meio de mandato, conhecidas como midterms, onde o Partido Republicano busca manter ou conquistar maiorias legislativas. Por isso, ele deve exaltar a prosperidade de seu governo e criticar gestões anteriores. Lula, por sua vez, foca na defesa das instituições e da soberania, embora deva evitar mencionar o Supremo Tribunal Federal desta vez, devido ao clima de crise institucional e sanções internacionais recentes.