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Deputadas denunciam postagens que sexualizam vítima de salto

Últimas atualizações em 16/06/2026 – 07:02 Por Gazeta do Povo | Feed


Parlamentares anunciaram nesta segunda-feira (15) o acionamento de autoridades contra internautas que postaram mensagens nas redes sociais sugerindo o vilipêndio do corpo de Maria Eduarda Rodrigues de Freitas, que morreu aos 21 anos no sábado (13), após um salto desastrado de Rope Jump no interior de São Paulo.

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Erika Hilton (PSOL-SP) e Tabata Amaral (PSB-SP) denunciaram, respectivamente, à Polícia Federal (PF) e ao Ministério Público Federal (MPF), as postagens que fizeram piada com a tragédia. Com menções à juventude e beleza da vítima, os usuários das redes sociais fizeram comentários sexuais sobre o assunto, sugerindo necrofilia e a possibilidade de vilipendiar o cadáver da jovem com atos sexuais. “Juntando os pedaços ainda dá pra se divertir”, diz uma das postagens. “Festa no IML”, dizem outras.

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“É tenebroso que comentários como ‘hoje tem festa no IML’ sejam feitos abertamente e as redes sociais não façam nada. Isso é misoginia, isso é incitação e isso é CRIME! Um crime cometido pela internet e cuja responsabilidade de investigação recai sobre a PF”, escreveu Erika em sua conta no X.

“Nem mesmo no leito de morte, nós, mulheres, temos paz. A jovem Maria Eduarda Rodrigues, morta após ser lançada sem corda em um salto de rope jump, está sendo vítima de uma série de comentários misóginos, com alusões a est*pro e necr*filia, na internet.”

“Em vez de verem uma mulher que perdeu a vida tragicamente, criminosos reduziram a imagem de Maria Eduarda a um objeto de deboche e crueldade”, disse Tabata.

Ambas ainda responsabilizaram as proprietárias das redes sociais e defenderam o controle das redes sociais, sem especificar em que plataforma surgiram os comentários.

Relembre

A tragédia aconteceu durante um salto na Ponte do Esqueleto, que liga Limeira a Cordeirópolis, um local em que a prática é comumente realizada.

Pouco antes de morrer, Maria Eduarda chegou a publicar fotos do local, brincando: “Quem foi o doido que deixou eu vir pular de uma ponte???”. O instrutor ajudou a erguer a jovem para que dois auxiliares pudessem segurá-la pelos braços e pernas, lançando-a logo em seguida.

Nesse esporte radical, o praticante salta ou é arremessado de uma grande altura preso por um sistema de cordas de escalada. Após uma queda livre, o sistema converte a descida em um movimento de pêndulo, o que teoricamente poderia garantir a absorção segura do impacto.

Vídeos publicados em redes sociais mostram que os responsáveis pelo “lançamento humano” teriam esquecido de colocar o equipamento de cordas na jovem. É possível ouvir pessoas gritando: A corda, gente, a corda!”.

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