Depoimento da Doutora Mayra Pinheiro ‘constrangeu’ os senadores

A médica cearense e secretária de Gestão do Trabalho do Ministério da Saúde Mayra Pinheiro foi ouvida nesta terça-feira, 25, pela CPI da Covid e brilhou com um protagonismo não esperado pelos senadores.

Firme, munida de muitos documentos que confirmavam todas as suas narrativas, dura quando foi preciso e sem deixar margens para réplicas ou especulações, foi incisiva em pedir respeito na única vez que foi atacada e chamada de mentirosa por um senador.

Não deixou barato, elevou o tom de voz e exigiu respeito. Foi prontamente atendida e ouviu um pedido de desculpas do senador Omar Aziz, presidente da CPI.

Em alguns momentos a Doutora Mayra rebateu o senador Otto Alencar e entraram em uma discussão sobre as aplicações da cloroquina.

O ponto do debate desta terça-feira foi sobre se o fármaco tem ou não efeito antiviral. Enquanto Mayra disse que existem publicações científicas atestando o efeito desde 2005, o senador Alencar, no entanto, afirmou que o medicamento é um antiparasitário. Segundo ele, não existe nenhuma medicação entre as defendidas por Mayra que possa evitar a contaminação por um vírus.

Uma frase da Doutora Mayra Pinheiro merece ser destacada:

Muitos desdenham do tratamento precoce, mas a vacina BCG aplicada à criança, é um tratamento precoce contra a meningite e a turbeculose.

Para muitos que assistiram a CPI, o depoimento como testemunha da doutora Mayra Pinheiro, elevou a sua ‘patente’ jocosa de ‘Capitã Cloroquina’ para ‘General Cloroquina’, pois ela deu um show na CPI da Covid, técnica, firme, dura, porém, elegante.

Os senadores não estavam preparados para uma mulher tão capacitada…

Léo Vilhena | Rede GNI