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Denúncias contra Alcolumbre e senadores param no Conselho de Ética do Senado

Últimas atualizações em 04/08/2026 – 01:04 Por Gazeta do Povo | Feed


O Conselho de Ética do Senado está paralisado desde julho de 2024 por falta de indicação de membros e instalação formal pela Presidência da Casa. Essa inatividade mantém engavetadas pelo menos 19 representações por quebra de decoro, atingindo nomes de peso como Davi Alcolumbre, Flávio Bolsonaro e Soraya Thronicke. O impasse levou a oposição a acionar o STF para tentar destravar o colegiado.

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O que é o Conselho de Ética e por que ele não está funcionando?

O Conselho de Ética é o órgão do Senado responsável por julgar se um senador teve um comportamento inadequado (quebra de decoro), o que pode levar até à perda do mandato. Atualmente, ele está travado porque os partidos ainda não indicaram todos os membros e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, não oficializou sua instalação. Sem isso, não é possível eleger um presidente para o conselho, distribuir processos para relatores ou tomar qualquer decisão sobre as denúncias recebidas.

Quais são as principais acusações contra o presidente do Senado?

Davi Alcolumbre é alvo de representações que o acusam de omissão. Os denunciantes afirmam que ele estaria segurando pedidos de impeachment contra ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) e contra o presidente Lula. Além disso, há acusações de que ele estaria abusando de seu poder na presidência ao não dar andamento a requerimentos apresentados por outros parlamentares. Como o conselho não existe formalmente no momento, essas queixas não saem da gaveta.

Quem são os outros senadores que aguardam julgamento?

A lista de espera para análise inclui parlamentares de diferentes campos políticos. Entre os nomes citados em representações protocoladas em 2026 estão Soraya Thronicke, Ciro Nogueira, Flávio Bolsonaro, Marcos do Val, Jorge Seif e Giordano. As denúncias variam desde acusações de envolvimento em fraudes financeiras e divulgação de notícias falsas até comportamentos inadequados em abordagens policiais. Ao todo, são pelo menos 19 casos paralisados pela falta do colegiado.