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Decisões políticas no Brasil são controladas por poucos

Últimas atualizações em 11/08/2026 – 07:59 Por Gazeta do Povo | Feed


As urnas do país são eletrônicas e o ambiente digital define campanhas eleitorais. A dinâmica do poder, contudo, segue brutalmente concentrada em comandos de partidos, presidentes do Congresso e membros do Judiciário. A tecnologia mudou o jogo, mas não democratizou as decisões políticas.

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A legislação atribui aos partidos o controle sobre convenções, registros de candidaturas, coligações e distribuição de recursos eleitorais. Tais definições costumam ficar nas mãos de dirigentes nacionais e estaduais, enquanto a influência das bases varia conforme a estrutura interna de cada legenda.

Não se discute o papel dos líderes em democracias representativas. O problema surge quando estruturas excessivamente centralizadas tiram o espaço para renovação, participação de filiados e competição interna. O resultado é a política na qual milhões só ratificam as escolhas de poucos.

A seleção de candidatos, as alianças e estratégias de campanha até levam em conta pesquisas e humores de eleitores. Mas a palavra final continua frequentemente com caciques partidários, agentes burocráticos e políticos de grande influência, capazes de fechar chapas e acordos praticamente sós.