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Daniel Vorcaro tenta novo acordo de delação premiada no caso Banco Master

Últimas atualizações em 14/08/2026 – 03:04 Por Gazeta do Povo | Feed


Preso pela segunda vez, o ex-controlador do Banco Master, Daniel Vorcaro, reformula sua estratégia jurídica e busca um novo acordo de colaboração premiada com o STF. Após falhas em tentativas anteriores de anular o processo ou negociar com a Polícia Federal e a PGR, o banqueiro contratou novos advogados para tentar destravar o canal de diálogo com o ministro André Mendonça e obter liberdade.

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Qual é a nova estratégia da defesa de Daniel Vorcaro para tirá-lo da prisão?

A defesa abandonou o foco exclusivo em tentar anular o processo por falhas técnicas e agora aposta todas as fichas em uma proposta de colaboração premiada inédita e muito mais robusta. O objetivo é reconstruir a confiança com as autoridades e mostrar transparência total. Para isso, o novo advogado criminalista Daniel Bialski assumiu a linha de frente para negociar diretamente com o STF. A intenção não é apenas ajustar o que já foi negado, mas recomeçar do zero, permitindo que Vorcaro fale por várias horas diárias para detalhar todo o funcionamento do esquema no Banco Master.

Por que as propostas anteriores de colaboração foram rejeitadas pelas autoridades?

A Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República recusaram os acordos passados por três motivos principais que geraram irritação. Primeiro, Vorcaro se recusava a assumir formalmente que cometeu os crimes, o que é um passo básico para quem quer ser delator. Segundo, não houve clareza sobre o destino do dinheiro desviado e os valores que seriam devolvidos aos cofres públicos. Por fim, os investigadores alegaram que o banqueiro não trouxe fatos novos, apresentando apenas informações que a polícia já tinha descoberto ao analisar celulares e computadores apreendidos na operação.

Como as instituições estão reagindo a esta nova tentativa de acordo?

O cenário atual é de forte resistência e ceticismo dentro das instituições. Na PGR, a percepção interna é de que as chances de negociação com Vorcaro já se esgotaram. Os investigadores acreditam que, por ser a terceira tentativa, o movimento é puramente calculado e carece da espontaneidade necessária para um benefício judicial. Até o ministro André Mendonça sinalizou anteriormente que não faz questão de uma delação. A defesa, contudo, acredita que se apresentar provas realmente inéditas e assumir as culpas, poderá reverter essa indisposição e conseguir a prisão domiciliar.