Daniel Vorcaro: PF revela plano de filme e rede de ataques
Últimas atualizações em 14/07/2026 – 03:35 Por Gazeta do Povo | Feed
Novas evidências da Polícia Federal mostram que Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, contratou cerca de 50 influenciadores e planejou um filme autobiográfico para manipular a opinião pública e atacar o Banco Central após a liquidação de sua instituição financeira em 2025.
Como funcionava a rede de influência montada por Daniel Vorcaro?
Por meio do publicitário Thiago Miranda, Vorcaro teria investido cerca de R$ 8 milhões para contratar entre 40 e 50 perfis em redes sociais, incluindo páginas de fofoca e jornalistas. O objetivo era criar uma narrativa única: atacar o Banco Central e as autoridades de fiscalização, enquanto apresentava o Banco Master como uma ‘vítima’ de concorrentes maiores no mercado financeiro.
Qual era a intenção de Vorcaro ao produzir um documentário sobre o caso?
Ao perceber que não conseguiria fechar um acordo de delação premiada — que é quando um investigado confessa crimes em troca de redução de pena —, Vorcaro assinou um contrato para a produção de um filme. A obra, batizada provisoriamente de ‘Caso Banco Master’, serviria para contar sua versão dos fatos e tentar convencer o público de sua inocência através de entrevistas e documentos selecionados.
O contrato do filme foi assinado em circunstâncias comuns?
Não. De acordo com a Polícia Federal, o documento foi assinado no dia 31 de março de 2026, enquanto Daniel Vorcaro ainda estava detido na Superintendência da PF em Brasília. Embora assinar contratos na prisão não seja crime, a finalidade do projeto chamou a atenção dos investigadores pela tentativa de interferir nas investigações e na credibilidade das instituições reguladoras.
Existem provas de que Daniel Vorcaro tentou fugir do Brasil?
Sim. Relatórios enviados ao ministro André Mendonça indicam que Vorcaro teve acesso a informações sigilosas sobre sua operação policial antes dela ocorrer. Ele teria tentado embarcar para os Emirados Árabes Unidos um dia antes da ação programada, sendo preso em flagrante no Aeroporto de Guarulhos em novembro de 2025. A defesa afirma que era apenas uma viagem de negócios.
O que diz a defesa dos envolvidos sobre as novas acusações?
A defesa de Thiago Miranda refuta ilegalidades, afirmando que as contratações faziam parte de um plano de gestão de crise legítimo e que ele respeita as instituições. Já os advogados de Daniel Vorcaro, que anteriormente negaram a tentativa de fuga alegando que ele estava no aeroporto para tratar da venda do banco a investidores estrangeiros, ainda não se manifestaram sobre as provas apreendidas na última fase da operação.
Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela equipe de repórteres da Gazeta do Povo. Para acessar a informação na íntegra e se aprofundar sobre o tema leia a reportagem abaixo.
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