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Cuba promete “banho de sangue” caso EUA ataquem a ilha

Últimas atualizações em 18/05/2026 – 11:30 Por AFP


O ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel, disse nesta segunda-feira (18) que haverá um “banho de sangue” caso os Estados Unidos realizem uma operação militar na ilha, um dia após uma reportagem ter afirmado que o regime comunista estaria traçando planos militares contra Washington.

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No domingo (17), o site americano Axios informou que Cuba teria adquirido mais de 300 drones militares e recentemente começado a discutir planos para usá-los em ataques à base americana de Guantánamo (localizada na ilha), a navios militares dos EUA e a Key West, no estado da Flórida.

Sem confirmar nem desmentir a informação sobre a aquisição de drones, Díaz-Canel afirmou hoje que Cuba tem “o direito absoluto e legítimo de se defender”.

“Cuba, que já sofre uma agressão multidimensional dos Estados Unidos, tem sim o direito absoluto e legítimo de se defender de uma investida bélica, o que não pode ser esgrimido lógica nem honestamente como desculpa para impor uma guerra contra o nobre povo cubano”, argumentou, segundo informações da agência EFE.

Díaz-Canel alegou que Cuba “não representa uma ameaça nem tem planos ou intenções agressivas contra nenhum país”. “Não os tem contra os EUA, nem nunca os teve, o que o governo dessa nação conhece bem, em especial suas agências de defesa e segurança nacional”, acrescentou.

Díaz-Canel afirmou que um ataque militar americano ao seu país teria consequências devastadoras para ambas as partes e para a região. “Caso se materialize, provocará um banho de sangue de consequências incalculáveis, além do impacto destrutivo para a paz e a estabilidade regional”, disse o ditador.

Após ter ameaçado impor tarifas a quem enviar petróleo a Cuba, intensificado as sanções contra o regime e afirmado que a ilha seria “a próxima” após as ações militares americanas na Venezuela e no Irã, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alegou na semana passada que busca diálogo com Havana.

“Cuba está pedindo ajuda, e nós vamos conversar!”, escreveu Trump na rede Truth Social.

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