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Cuba prepara forças armadas para possível “agressão” dos EUA

Últimas atualizações em 22/03/2026 – 15:18 Por AFP


O vice-ministro das Relações Exteriores de Cuba, Carlos Fernández de Cossío, afirmou em entrevista a uma emissora americana, neste domingo (22), que as forças armadas da ilha estão se preparando para uma possível agressão militar por parte dos Estados Unidos.

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“Nossas forças armadas sempre estão preparadas e, de fato, nestes dias estão se preparando para a possibilidade de uma agressão militar”, declarou o político em uma entrevista ao programa Meet the Press, da NBC News. “A verdade é que sempre vemos isso como algo muito distante. Não acreditamos que seja provável, mas seríamos ingênuos se não nos preparássemos”, acrescentou.

O vice-ministro ressaltou que o regime não vê “nenhuma justificativa” para que ocorra uma ação militar em Cuba, já que o país é “pacífico” e não representa “nenhuma ameaça” para os Estados Unidos.

EUA apertam o cerco

As tensões entre EUA e Cuba se intensificaram após a captura do ditador venezuelano, Nicolás Maduro, em janeiro. Na ocasião, o presidente Donald Trump e o secretário de Estado americano, Marco Rubio, que é filho de imigrantes cubanos, alertaram que Cuba poderia ser o próximo alvo de uma intervenção militar. “Se eu vivesse em Havana e fizesse parte do governo, estaria preocupado”, declarou Rubio na época.

Na última semana, Trump renovou as ameaças, dizendo que seria uma “honra tomar a ilha caribenha e fazer com ela o que quisesse”. Uma reportagem publicada pelo jornal The New York Times, na segunda-feira (16), também afirmou que o governo Trump condiciona as negociações entre os países à saída do ditador Miguel Díaz-Canel do poder.

Sobre esse tema, o vice-ministro disse que “a natureza do governo cubano, a estrutura do governo cubano e os membros do governo cubano não fazem parte da negociação”. “Isso é algo que nenhum país soberano negocia”, comentou.

Em janeiro, Trump assinou uma ordem executiva para impor tarifas aos países que forneçam petróleo a Cuba, em uma tentativa de agravar a crise na ilha, que já havia piorado pelo corte no envio de combustível venezuelano após a derrubada de Maduro. Como resultado, a ilha tem vivido apagões generalizados – só em março, foram três; o último deles, neste sábado (21), deixou mais de 10 milhões de pessoas no escuro.

“O que está acontecendo hoje é que os EUA estão ameaçando com medidas coercitivas países que possam exportar combustível para Cuba, e essa é a razão pela qual Cuba não recebe combustível há muito tempo”, disse Fernández de Cossío. “É muito grave, e estamos agindo o mais proativamente possível para lidar com a situação. Esperamos que o combustível chegue a Cuba de uma forma ou de outra, e que esse boicote imposto pelos Estados Unidos não dure e não possa ser sustentado para sempre”, destacou o cubano na entrevista.

O político reiterou que Cuba “não tem nenhum conflito” com os EUA. “Temos a necessidade e o direito de nos proteger, mas estamos dispostos a nos sentar para dialogar. Estamos abertos a fazer negócios e a manter uma relação respeitosa que, estou certo, a maioria dos americanos apoiaria”, ressaltou.

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