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Cuba lança guia com orientações para possível ataque dos EUA

Últimas atualizações em 19/05/2026 – 08:54 Por AFP


A Defesa Civil de Cuba (DC) divulgou um guia com orientações à população caso ocorra um ataque dos Estados Unidos à ilha, em um momento em que os dois países elevam a retórica belicista.

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Segundo informações da agência EFE, o guia recomenda preparar uma bolsa ou mochila com um kit de primeiros socorros e itens “essenciais”, como documentos de identificação pessoal, um rádio, velas, fósforos, uma lanterna, alimentos prontos para consumo para três dias, água potável, produtos de higiene, medicamentos para doenças crônicas e brinquedos para crianças pequenas.

O documento traz orientações sobre como tratar pessoas com ferimentos e lesões, como fraturas ou hemorragias.

A DC também aconselhou a população cubana, em caso de ofensiva americana, a procurar “local seguro apropriado para se proteger de ataques aéreos inimigos”; dar atenção especial a pessoas com deficiência, idosos que não podem cuidar de si mesmos, crianças e mulheres grávidas; e, ao ouvir uma sirene de ataque aéreo, se dirigir a porões, túneis e trincheiras suficientemente profundos para se proteger das ondas de choque.

A Defesa Civil de Cuba afirmou que, caso não seja possível chegar a locais seguros, a recomendação é não permanecer em ruas e praças abertas, não se abrigar em prédios danificados e não buscar refúgio sob pontes, túneis rodoviários ou em postos de gasolina.

Na segunda-feira (18), o ditador de Cuba, Miguel Díaz-Canel, disse que haverá um “banho de sangue” caso os Estados Unidos realizem uma operação militar na ilha, um dia após uma reportagem ter afirmado que o regime comunista estaria traçando planos militares contra Washington.

No domingo (17), o site americano Axios informou que Cuba teria adquirido mais de 300 drones militares e recentemente começado a discutir planos para usá-los em ataques à base americana de Guantánamo (localizada na ilha), a navios militares dos EUA e à base de Key West, no estado da Flórida.

Sem confirmar nem desmentir a informação sobre a aquisição de drones, Díaz-Canel afirmou ontem que Cuba tem “o direito absoluto e legítimo de se defender”.

Alegando que a ilha abriga bases militares e de inteligência de adversários dos Estados Unidos, o presidente americano, Donald Trump, vem adotando desde o início do ano uma série de medidas contra Cuba, como ameaçar impor tarifas a quem enviar petróleo ao país caribenho, intensificar as sanções contra o regime e afirmar que a ilha seria “a próxima” após as ações militares americanas na Venezuela e no Irã, embora tenha afirmado na semana passada que busca “conversar” com Havana.

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