Coreia do Sul vê sinais de diálogo entre os EUA e Coreia do Norte
Últimas atualizações em 01/09/2026 – 21:50 Por Gazeta do Povo | Feed
O Serviço Nacional de Inteligência da Coreia do Sul (NIS) informou nesta terça-feira (1º) que detectou sinais de possíveis conversas entre os Estados Unidos e a Coreia do Norte, em meio aos esforços do presidente americano, Donald Trump, para retomar o diálogo com o ditador norte-coreano Kim Jong-un.
Segundo parlamentares que participaram de uma reunião reservada da comissão de inteligência da Assembleia Nacional sul-coreana, o NIS afirmou que ainda não há confirmação de contatos formais entre Washington e Pyongyang, mas existem indícios de que algum tipo de diálogo esteja em andamento.
“Não foram confirmados fatos concretos de diálogo, mas há sinais de que conversas estão ocorrendo”, informou o serviço de inteligência, de acordo com relatos citados pela agência sul-coreana Yonhap.
A avaliação do NIS é de que uma nova cúpula entre Trump e Kim Jong-un pode acontecer “a qualquer momento”. A informação foi repassada pelos parlamentares Youn Kun-yeong, do Partido Democrata, e Yoo Yeong-ha, do Partido do Poder Popular.
Trump afirmou recentemente que pretende voltar a se reunir com Kim ainda neste ano. Os dois líderes tiveram três encontros durante o primeiro mandato do republicano, entre 2018 e 2019, em uma tentativa de avançar nas negociações sobre o programa nuclear norte-coreano.
Até o momento, Pyongyang não respondeu diretamente às novas propostas de aproximação feitas pelo presidente americano. O regime norte-coreano, porém, voltou a acusar Washington de manter uma política que considera hostil e realizou novos testes de mísseis nos últimos dias.
Segundo a emissora pública japonesa NHK, a inteligência sul-coreana considera que os sinais atuais são suficientes para manter aberta a possibilidade de uma retomada das negociações entre os dois países, mesmo sem a confirmação de contatos oficiais.
O NIS também informou que ainda não estabeleceu diálogo direto com a Coreia do Norte após a proposta do presidente sul-coreano, Lee Jae Myung, de iniciar conversas para substituir o armistício da Guerra da Coreia por um acordo de paz.
O conflito entre as duas Coreias terminou em 1953 com um armistício, e não com um tratado de paz. Por isso, tecnicamente, Coreia do Norte e Coreia do Sul continuam em estado de guerra.
Durante a mesma reunião, o serviço de inteligência sul-coreano voltou a afirmar que Kim Ju-ae, filha de Kim Jong-un, parece estar sendo preparada para assumir no futuro a liderança do regime. Segundo o NIS, a exposição cada vez mais frequente da jovem na mídia estatal pode ter como objetivo apresentá-la à população como possível sucessora do pai.
A inteligência sul-coreana também informou aos parlamentares que obteve documentos internos do Partido dos Trabalhadores da Coreia do Norte e projetos relacionados a mísseis, que estão sendo analisados pelas autoridades do país.
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