Copiloto tenta matar o piloto e derrubar avião com 180 passageiros
Últimas atualizações em 30/09/2026 – 17:24 Por Redação GNI
O copiloto de um voo da FlyDubai com destino a Israel esfaqueou o piloto da aeronave e tentou derrubá-la nesta quarta-feira (30), segundo o governo de Israel, que trata o caso como um atentado terrorista. O incidente fez com que o avião sofresse uma queda brusca no ar e fosse desviado para a Arábia Saudita. Nenhum passageiro foi ferido.
O copiloto de um voo da FlyDubai com destino a Israel esfaqueou o piloto e tentou assumir o controle da aeronave nesta quarta feira, 30. Segundo o governo de Israel, o caso é tratado como uma tentativa de atentado terrorista. O incidente provocou uma queda brusca do avião, que posteriormente foi desviado e pousou em segurança na Arábia Saudita. Nenhum passageiro morreu.
O voo FZ1073 havia decolado de Dubai, nos Emirados Árabes Unidos, com destino a Tel Aviv, em Israel. Quando a aeronave se aproximava do espaço aéreo israelense, o copiloto atacou o piloto, que reagiu, segundo o governo israelense.
O confronto deixou o avião temporariamente sem controle. Segundo o site de monitoramento aéreo Flightradar24, a aeronave despencou cerca de 4.300 metros em aproximadamente 30 segundos.
Passageiros perceberam a briga e, junto com tripulantes, conseguiram conter o copiloto. Em um vídeo enviado a familiares, o passageiro israelense Itzhak Liber afirmou que um homem armado com uma faca havia atacado um dos pilotos e que os passageiros ajudaram a controlar a situação. Outra passageira relatou ter visto sangue espalhado pela aeronave.
Sinais de emergência e pouso na Arábia Saudita
Quando o avião sobrevoava a Jordânia, começaram a ser emitidos sinais de emergência. Um deles correspondia ao código internacional utilizado para indicar sequestro de aeronave. Pouco depois, a rota foi alterada e o voo seguiu para a Arábia Saudita.
Apesar dos ferimentos dos dois pilotos, a aeronave pousou em segurança no aeroporto de Tabuk. A FlyDubai informou que a tripulação realizou o pouso, mas não detalhou quais integrantes assumiram os controles.
Segundo relatos de passageiros e informações divulgadas pela agência Reuters, havia um segundo par de pilotos da FlyDubai a bordo. Eles viajariam posteriormente para substituir a tripulação original quando o avião chegasse a Israel. Diante do ataque, os pilotos reservas assumiram o controle e conduziram a aeronave até Tabuk.
Israel teria solicitado que caças sauditas escoltassem o avião durante o procedimento de pouso, mas o pedido foi negado pelo governo da Arábia Saudita.
O copiloto, de nacionalidade omanense, foi preso e interrogado após o pouso. Segundo o primeiro ministro israelense, Benjamin Netanyahu, ele afirmou que agiu sozinho.
Netanyahu também determinou que o espaço aéreo israelense permanecesse em estado de alerta e anunciou a suspensão dos voos da FlyDubai com destino a Israel.
O ministro da Segurança Nacional de Israel, Itamar Ben Gvir, afirmou que o objetivo do ataque era matar passageiros israelenses. Segundo o governo israelense, 100 dos 180 passageiros eram cidadãos de Israel.
O aeroporto de Tabuk informou que piloto e copiloto ficaram feridos e foram encaminhados para atendimento médico. Alguns passageiros também receberam assistência. Posteriormente, os passageiros foram transportados por outra aeronave e chegaram ao aeroporto Ben Gurion, em Tel Aviv.
A Arábia Saudita deteve o copiloto e abriu uma investigação sobre o caso. Segundo a imprensa israelense, o Mossad, principal agência de inteligência de Israel, também participa das investigações.
O governo israelense classificou o episódio como uma tentativa de atentado terrorista. As circunstâncias do ataque, a motivação do copiloto e a dinâmica exata da ocorrência continuam sendo investigadas..


