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Conservador pede que eleição no Peru seja anulada

Últimas atualizações em 15/04/2026 – 16:05 Por AFP


O candidato direitista Rafael López Aliaga, ex-prefeito de Lima, pediu na noite de terça-feira (14) que a eleição presidencial no Peru seja anulada, em um momento em que a apuração indica que ele ficaria fora do segundo turno contra Keiko Fujimori, após ser ultrapassado pelo esquerdista Roberto Sánchez na segunda colocação da primeira votação.

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“Membros da Junta Nacional Eleitoral (JNE), estamos dando um prazo: vocês têm 24 horas para declarar essa farsa nula e sem efeito”, disse López Aliaga para apoiadores em um ato em frente à sede da JNE, segundo informações da imprensa peruana.

“Se até as 20h [horário local, 22h de Brasília] de amanhã [quarta-feira, 15], essa farsa não for declarada nula e sem efeito, convocarei novamente a todos, em todo o país”, disse o direitista.

López Aliaga fez o protesto quando a apuração indicava que ele ainda iria para o segundo turno, marcado para 7 de junho, contra a filha do ex-presidente Alberto Fujimori (1990-2000).

Porém, na manhã desta quarta-feira, Roberto Sánchez, que foi ministro do ex-presidente Pedro Castillo (destituído, preso e condenado por ter tentado um golpe de Estado em dezembro de 2022), passou à frente.

Com quase 90% dos votos apurados, Fujimori tem 16,9% dos votos e Sánchez ostenta 12%, contra 11,9% de López Aliaga – a diferença entre o segundo e o terceiro colocado é de apenas 7 mil votos no momento.

Antes mesmo dessa mudança, o direitista vinha alegando fraude devido a falhas no primeiro turno da eleição presidencial que fizeram a votação, realizada no domingo (12), ser prorrogada até o dia seguinte.

José Samamé Blas, gerente de gestão eleitoral do Escritório Nacional de Processos Eleitorais do Peru (Onpe, na sigla em espanhol), foi preso na segunda-feira (13), após ter assumido a responsabilidade pelos atrasos na entrega de material eleitoral (que deixaram mais de 63 mil eleitores sem votar no domingo) e ter apresentado sua renúncia ao diretor do Onpe, Piero Corvetto.

Também na segunda-feira, o procurador da JNE, Ronald Angulo, apresentou queixa-crime contra Corvetto pelas falhas logísticas registradas no domingo.

Também foram denunciados Juan Alvarado Pfuyo, representante legal da empresa terceirizada Galaga S.A.C., envolvida no processo eleitoral, e três funcionários do Onpe, entre eles, Samamé.

No ato de terça-feira, López Aliaga pediu para que a procuradoria-geral do Peru e a polícia “prendam imediatamente” Corvetto.

O direitista alegou que o diretor do Onpe é “parte de uma máquina, parte de uma estratégia” para fraudar as eleições no Peru. “Há uma máfia que planejou isso por meses”, afirmou López Aliaga.

“Nem mesmo na Venezuela, sob a ditadura de [Nicolás] Maduro, se viu tamanha sujeira”, afirmou, alegando que tal “máfia quer inflar” outro candidato “para colocá-lo [no segundo turno] ao lado da senhora de sempre”, em referência a Keiko Fujimori, que concorre à presidência pela quarta vez, após ser derrotada em 2011, 2016 e 2021.

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