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Conheça os santos agostinianos celebrados pela Igreja Católica em agosto

Últimas atualizações em 22/08/2026 – 04:38 Por AFP


A Igreja Católica dedica o mês de agosto à celebração de figuras centrais da Ordem de Santo Agostinho, como o próprio bispo de Hipona e sua mãe, Santa Mônica. O calendário litúrgico homenageia trajetórias que vão de místicos italianos a missionários na Colômbia e mártires no norte da África, destacando a busca por Deus através da vida em comunidade, da oração persistente e da caridade cristã.

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Quem são os principais homenageados no encerramento do mês?

Os dias 27 e 28 de agosto guardam as datas mais emblemáticas para os agostinianos: as festas de Santa Mônica e de seu filho, Santo Agostinho de Hipona. Mônica é reconhecida como um símbolo de perseverança, tendo orado durante décadas pela conversão do filho, que vivia afastado da fé cristã. Já Agostinho, após uma profunda jornada espiritual, tornou-se bispo, filósofo e uma das mentes mais influentes do cristianismo. Ele é o pai espiritual da ordem e foi nomeado doutor da Igreja pelo impacto de suas obras teológicas, que moldaram o pensamento ocidental até hoje.

Qual é a história do jovem Beato João de Rieti?

Celebrado no dia 2 de agosto, o Beato João de Rieti é um exemplo de santidade alcançada na juventude e na simplicidade. Nascido na Itália por volta de 1318, ele ingressou na ordem agostiniana ainda adolescente. Embora tenha falecido com apenas 18 anos, deixou um legado de humildade e alegria. Ele era conhecido por cuidar com extremo zelo dos doentes e visitantes do convento, seguindo rigorosamente o princípio da caridade fraterna. Seus restos mortais estão preservados na Igreja de Santo Agostinho, em Rieti, e ele foi oficialmente beatificado em 1832.

Quem foi o missionário Santo Ezequiel Moreno e seu papel na Colômbia?

Santo Ezequiel Moreno, lembrado em 19 de agosto, foi um frade espanhol que dedicou sua vida ao trabalho missionário nas Filipinas e, posteriormente, na Colômbia. Como bispo de Pasto, ele enfrentou tempos difíceis marcados por guerras civis e perseguição religiosa. Mesmo diagnosticado com câncer, Moreno manteve-se firme na defesa dos direitos da Igreja e no auxílio ao seu povo. Ele faleceu na Espanha em 1906 e foi canonizado pelo Papa João Paulo II em 1992, sendo hoje um exemplo de resiliência e dedicação sacerdotal em territórios de missão desafiadores.